Pink e O Cérebro: Especial de Natal

- domingo, 25 de dezembro de 2011

Wonder Woman #4 - New 52

- quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Wonder Woman #4 - New 52


Diana (Mulher-maravilha) em um pub em Londres.

Wonder Woman #4 - New 52

Wonder Woman é uma personagem que sempre esteve ligada aos deuses gregos, mas nesse reboot da DC Comics e sob os cuidados de Brian Azzarello e Cliff Chiang essa conexão com a mitologia grega vem se tornando muito forte. Que emocionante é ver essa representação particular de vários deuses, tão cuidadosa e tão fiel aos mitos.

Na Wonder Woman # 4, a protagonista está lidando com as consequências da revelação de que ela é filha de Zeus. Para ela foi um grande choque e uma descoberta um tanto desagradável. A Mulher-Maravilha e sua mãe Hipólita lidam com essa revelação de diferentes maneiras: A Mulher-Maravilha vai para um pub londrino e Hipólita prepara-se para o confronto inevitável com Hera.

A idéia da Mulher Maravilha em um bar londrino, curtindo um rock pesado pode soar estranho, mas eu entendi o que o Azzarello quis dizer com isso. Zola começa a se estabelecer como personagem também, não fazendo dela apenas a "mãe do próximo filho de Zeus".

De volta ao seu apartamento, Diana fala a Zola como ela sempre se sentiu diferente de todos, pensando que tinha sido moldada com argila. Afirma que é por isso que ela deixou a ilha para recomeçar. Zola fala sobre seu passado, dizendo que seu pai está na prisão desde que ela era um bebê e que sua mãe morreu. Ela afirma que sua casa, família, é apenas uma palavra e que provavelmente está melhor sem essa ideia. Suas palavras inspiram Diana a dar a sua mãe outra chance. Porém, quando ela retorna à Ilha Paraíso, vê que Hera já se vingou de Hipólita.

A aparição dos deuses do Olimpo só faz crescer a cada nova edição. Nesse novo número o destaque vai para Ares. Ares está representado de uma maneira muito diferente da que estamos acostumados, tanto em aparência, como em personalidade. Mais uma vez, porém, Azzarello e Chiang estão pensado isso de uma forma inteligente. É difícil manter-se um tremendo senso real de perigo enquanto você lê suas cenas. Ele pode não ser o vilão (pelo menos nesse número, ou arco de história), mas sua presença invencível escoa pela página. Vemos Ares, o deus da guerra, utilizando os seus poderes, impactando os seres humanos ao seu redor, estimulando a violência em Darfur.

Apolo viaja a Darfur, onde seu irmão Ares passou a residir (o que faz sentido). Apolo revela que Zeus desapareceu e que outro deus deve subir ao trono. Ares diz que ele não está interessado. Os deuses são conhecidos por sua duplicidade, de modo que Ares com certeza deve ter algum truque na manga.

A arte de Chiang é linda, como sempre. Cada cena esbanja emoção, graças ao talento de Chiang, que dá vida às ideias de Azzarello. Chiang é um artista incrível, e estou muito satisfeita e impressionada com o trabalho que ele está fazendo.

Em essência, Azzarello escreve os personagens dos deuses gregos utilizando representações que remetem à mitologia grega antiga. Os deuses não eram gentis com os outros ou com a humanidade. Eles eram personagens imortais em uma novela teológica. Nas histórias da mitologia grega clássica, os deuses gregos eram retratados como seres passíveis a falha e emocionalmente imaturos, que descontavam suas raivas e saciavam seus desejos nos seres humanos. Azzarello voltou às origens, tornando seus deuses gregos tais quais eles eram na mitologia grega.

Esta é uma história em quadrinhos que canaliza o potencial de um super-herói que vive no mundo da mitologia grega. Afinal, a mitologia grega também possui histórias de super-heróis (com panteões, superpotências, talentos fantásticos, semideuses), e faz sentido combinar os dois gêneros. Se você gosta de super-heróis e mitologia grega, "Mulher-Maravilha" é uma história em quadrinhos que você provavelmente vai amar. Esta história só melhora a cada mês que passa, e mal posso esperar pelo próximo número.

Poster: Prometheus

- quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Direção: Ridley Scott

Beauty and The Beast - 1ª Temporada

- sábado, 17 de dezembro de 2011

Episódio 7: Nor Iron Bars a Cage (Enjaulado)

O Eu Superior do Donald (1938)

- quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Auto-controle (1938)


A Avestruz do Donald (1937)


Invenções Modernas (1937)


Donald e Pluto (1936)


Donald e Pluto (1936)


Donald - Primeira aparição - 1934


A Galinha Esperta (1934)

Dom Donald (1937)


Minhas Impressões: Pulp Fiction (1994)

- quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
* Alerta de Spoiler: Este post discute livremente elementos de toda a trama do filme. Aqueles que não viram o filme e querem o ver antes, são encorajados a regressar depois de tê-lo visto. *


Neste filme, o cineasta Quentin Tarantino faz um excelente trabalho ao abordar alguns assuntos complicados e torná-los algo acessível ao público. "Pulp Fiction" é brilhante e brutal, engraçado e emocionante, de cair o queixo de tanta crueldade e ao mesmo tempo meigo. Isso mesmo, Quentin Tarantino produziu uma obra de entretenimento hipnotizante. Assistir a esse filme é uma experiência incrível.

A história é um multi-enredo, em que esse multi-enredo torna-se mais aparente na medida em que o filme avança, pois todas as partes estão bastante envolvidas e são não-lineares. Basicamente, o filme possui uma narrativa circular interconectada com acontecimentos bizarros nas vidas dos personagens. No fim, tudo vem junto em um devaneio Tarantinesco multi-irônico. 


O drama está longe de ser entediante: Samuel L. Jackson é inesquecível como um assassino filosófico que cita Ezequiel antes das execuções numa espécie de ritual. Uma Thurman, serenamente irreconhecível com uma peruca preta (muito maluca), e mulher de um influente gangster. Bruce Willis é um charme como um lutador de boxe que se recusa a perder uma luta. John Travolta como um valentão de boa índole, que produz, quem sabe, uma das melhores atuações de sua vida.

Pulp Fiction é um espetáculo singular. A melhor maneira de descrevê-lo é como se no momento que você sentasse no sofá pra assisti-lo, você fosse imediatamente transportado para uma montanha-russa que segue a toda velocidade através de uma casa de horrores. Essa visão é complementada com um dos mais engraçados, sujos e inteligentes diálogos que já ouvi em muito tempo. 


Se a violência extrema é algo que você não consegue suportar, se mais de 700 usos da palavra FUCK é algo que você não pode tolerar, se o uso de drogas pesadas é algo que você não aguenta ver, então não assista ao Pulp Fiction.

John Travolta estrela como Vincent Vega, um assassino de nível médio que executa tarefas para um chefe da máfia. Nós o vemos pela primeira vez com seu parceiro Jules (Samuel L. Jackson), que estão a caminho de um confronto violento com alguns traficantes de drogas. 


Travolta e Uma Thurman fazem uma sequência de cenas muito engraçadas e bizarras. Ela é a esposa do chefe da máfia (Ving Rhames), que ordena que Vega a acompanhe durante uma noite. A doida acaba tendo uma overdose e sendo "ressuscitada" com uma seringa de adrenalina na veia. 


Bruce Willis e a atriz Maria de Medeiros fazem outro casal: Ele, como já falei, é o boxeador Butch Coolidge e ela é sua namorada doce e ingênua. O método que o filme possui de envolver seus personagens em situações difíceis e depois deixá-los fugirem faz parte da capacidade inventiva e original de Tarantino. 


Tarantino trabalhava como balconista de uma locadora de vídeo e a inspiração para "Pulp Fiction" são filmes antigos, como ele mesmo já revelou. E dessa maneira o herói principal e aquele que tomou a maioria dos riscos neste filme foi o roteirista e também diretor, Quentin Tarantino.

É fascinante e maravilhoso. O nível de intensidade do filme está fora de escala. Eu ri como louca em muitas cenas e ao mesmo tempo tinham cenas que eu proferia "ai, meu deus!", escondendo o rosto, de tão fortes que são. Se você aguenta montanhas-russas e se você não possui nenhum problema de coração, eu recomendo este filme para você.

Mas não recomendo o filme para crianças ou adolescentes, é demais para eles. É necessário maturidade para assistir. Também não recomendo o filme para moralistas, pois é um soco na cara e contém quase tudo o que possa ofender, incluindo palavrões, brutalidade, assassinato, estupro e nudez masculina/feminina.

Incansável em seu ritmo, Pulp Fiction é tão desgastante, como também é emocionante. Entre todos os tiroteios e confrontos violentos, existem oportunidades para explorar as várias facetas da experiência humana, incluindo renascimento e redenção. 


"O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Abençoado é aquele que, em nome da caridade e da boa-vontade pastoreia os fracos pelo vale da escuridão, pois ele é verdadeiramente o protetor de seu irmão e aquele que encontra as crianças perdidas. E Eu atacarei, com grande vingança e raiva furiosa aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você". 
Ezequiel 25:17, por Jules (personagem do Samuel L. Jackson)

Série: Beauty and The Beast (1987-1990)


Catherine (Linda Hamilton) e Vincent (Ron Perlman)

Wonder Woman #155

- terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Julho, 1965

Talvez a vida seja uma caneca de chá quente...

- sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Você segura a caneca e sente seu calor por um tempo, mas se quiser realmente apreciá-lo você deve bebê-lo... até a última gota, deixando seu corpo se aquecer por inteiro. Se deixá-lo esperando por muito tempo, esfria e perde o gosto. 

A vida é muito fascinante, muito hipnotizante, muito complicada, muito bonita, muito comovente, muito curta, muito complexa e maravilhosa demais para ser deixada "em espera".

Lady Letal

- sábado, 3 de dezembro de 2011

Simplesmente quebrei um cortador ao tentar cortar as unhas...

Batman: A Série Animada


Zatanna Zatara

Big Barda - por Adam Hughes


Detective Comics #198 - 1953


Da série: Homens de Kilt 
Estrelando: Batman e Robin

Barbie como: Super-heroínas da DC Comics


Black Canary, Wonder Woman, Bat Girl, Super Girl

Pergunta: Onde estavam essas bonecas quando eu era criança?!

Wonder Woman #3 - New 52


Wonder Woman #3 - New 52



Hipólita e Zeus

Wonder Woman #3 - New 52


Wonder Woman #3 - New 52

Estamos voltando aos antigos conceitos de mitologia grega. Na nova revista da Mulher-maravilha, vemos uma sociedade composta só por mulheres que desprezam os homens, até mesmo "deuses masculinos" não são poupados de sua ira e desprezo.

Os deuses se divertem interferindo na vida dos mortais. Não me admira que Hipólita e Zeus tenham visto um no outro um grande desafio: ela viu um homem que realmente podia se equiparar com a sua habilidade em batalha, e ele viu uma mulher mortal que poderia dar ao pai dos deuses um grande desafio.

A verdade sobre a filiação de Diana criou uma imensa discórdia na ilha (e entre nós, leitores, principalmente), mas também traz à luz as tensões que têm afligido Diana desde a infância. Diana não foi feita do barro, como dizia Hipólita. Ela nasceu de uma paixão passageira entre Hipólita e Zeus. Para proteger Diana da ira de Hera, Hipólita inventou essa história.

Posso fazer uma confissão? Wonder Woman #3 foi um impacto para mim. Houve um redefinição significativa do caráter da Mulher-Maravilha. Brian Azzarello leva o conceito a um novo nível nesta história. Um dos temas que encontramos na mitologia grega é que os sofrimentos da humanidade são precipitadas pelo drama dos deuses. Azzarello induz Diana a essa tradição. Não só Diana, mas como o panteão grego em si. De forma semelhante a Kratos, em God of War, Diana impede que a sua história se torne nada mais do que uma repetição dos contos que já conhecemos. Além disso, Diana assume um papel distinto, como Jesus Cristo, jogando sobre si os pecados daquele povo. A mistura de tradições religiosas torna esta história uma narrativa intrigante, assim como uma fonte tentadora de comentários religiosos. Brian Azzarello está sendo brilhante em seu roteiro.

Cliff Chiang, mais uma vez, oferece sua habilidade artística forte para capturar a aridez da história excelente. Nem sempre é fácil expressar um sentimento geral de descontentamento em formatos visuais, mas Chiang realiza a façanha. A fúria e a subordinação, contrastada pela paixão desinibida da rainha Hipólita e Zeus, em flashback. Chiang também utiliza muito bem o simbolismo em suas imagens na forma de detalhes como copos de vinho, tochas e até mesmo personagens lavando as mãos (isso te lembra algo?).

Uma HQ bonita, bem desenhada, bem escrita, Wonder Woman #3 é mais um sucesso na curta vida desta série. Não há como negar que um alto padrão foi definido para este título, mas também não há dúvida de que Azzarello e Chiang são uma grande dupla.

Palavras

Quando você escreve, suas palavras tornam-se sua defesa. A sua maneira de lidar com tudo. Seu jeito de entender o que está acontecendo no mundo e forma de expressar o que está acontecendo no seu interior. 

Mas acontece que as palavras à vezes falham e você fica vulnerável. Me agarro ao emaranhado da minha mente. Me afogo na confusão dos meus pensamentos. Giro em descompasso com o mundo. Me torno incompreensível. Oprimida, desorientada. Me faço silêncio e completamente sozinha.

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