Um som ressonante

- quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Grandes cômodos sempre possuem ecos mais altos. O mesmo acontece com o coração? Quanto maior o seu coração, mais longo e mais alto será o eco. As reverberações vindas do seu amor irão pulsar de volta para você novamente... e novamente com uma força surpreendente, muito tempo depois que você deveria ter se calado. É bonito ter um grande coração, mas você deve esperar que quando as pessoas entram num grande espaço aberto, elas podem fazer uma cacofonia que vai ecoar por muito mais tempo do que elas irão permanecer na sua vida. Não desanime com ecos duradouros - pelo contrário, incentive o seu coração a continuar sendo grande o suficiente para acomodá-los.

Acho que a impressão mais duradoura que a Disney teve sobre mim foi que quando eu tiver uma casa, quero uma estante gigante repleta de livros e uma escada para percorrer todas as prateleiras...

Colar Triceratops-Origami

- quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


Épico. *-*

Blade Runner, 1982 (dir. Ridley Scott)

- segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Acabei de ler:

Coisas Frágeis (Volume: 2)

Autor: Neil Gaiman

Estou impressionada com o estilo literário de Neil Gaiman. Algo que eu admirei sobre Gaiman é a sua capacidade de manter a neutralidade quando se trata de seus personagens. Ele deixa a nós o papel de julgar as ações e caráter, em vez de ficar nos empurrando para uma conclusão pré-direcionada, com acenos e descrições tendenciosas. Mal posso esperar para ler mais livros de Neil Gaiman.
- sábado, 22 de janeiro de 2011

Em 1998, George Lucas enviou isto para James Cameron, Titanic, quando este destronou Star Wars como campeão de bilheteria.

Leonard Nimoy / Spock

- sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


Eu continuo olhando para essa caixa de texto branca tentando conjurar alguma coisa interessante para dizer. Meus dedos pairam sobre o meu teclado - um conjunto de 26 letras tranquilas à espera de serem transformadas em pensamentos e opiniões - mas não recebem um sinal de movimento sequer. Minha mente se sente completamente sem graça e nem uma única idéia parece valer o esforço de lutar para se desembaraçar da minha mente e formar um post coerente.
- terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Sentido da Vida



Mulder: O mundo não acabou.
Scully: Não, não acabou.
Mulder: Feliz Ano Novo, Scully.
Scully: Feliz Ano Novo, Mulder.

Escrevendo nas paredes

- sábado, 15 de janeiro de 2011

Decodificando Implicações

É importante saber quando devemos deixar as coisas apenas fluírem...

Não estou dizendo que não se deve tentar fazer com que algo dê certo e não estou dizendo que não lute com todas as forças por algo que você deseja. Mas quando a vida não vai de acordo com o planejado, temos que aprender apenas a deixar fluir.

Afinal, você não pode controlar tudo e agarrar-se firmemente às suas expectativas quebradas, porque não vai resultar em qualquer ganho positivo. Então aprende-se a seguir em frente. Você aprende que as coisas maiores e melhores estão lá fora. Você mantém seu queixo erguido e percebe o mundo ao redor.

Via: Cyanide and Happiness

Strawberry Fields Forever - The Beatles (Filme: Across the Universe) ♪ ♫

- sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
* "Strawberry Fields Forever" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon e creditada à dupla Lennon-McCartney. *

* Across the Universe é um filme/musical de drama romântico dirigido por Julie Taymor, produzido pelo Revolution Studios e distribuído pela Columbia Pictures. *






Strawberry Fields Forever

Let me take you down

Cause I'm going to

Strawberry Fields

Nothing is real

And nothing to get hung about

Strawberry Fields forever

Living is easy with eyes closed

Misunderstanding all you see

It's getting hard to be someone

But it all works out

It doesn't matter much to me

Let me take you down

Cause I'm going to

Strawberry Fields

Nothing is real

And nothing to get hung about

Strawberry Fields forever

No one I think is in my tree

I mean it must be high or low

That is you can't you know tune in

But it's all right

That is I think it's not too bad

Let me take you down

Cause I'm going to

Strawberry Fields

Nothing is real

And nothing to get hung about

Strawberry Fields forever

Always, no, sometimes, think it's me

But you know I know when it's a dream

I think, er, no I mean, er, yes

But it's all so wrong

That is I think I disagree

Let me take you down

Cause I'm going to

Strawberry Fields

Nothing is real

And nothing to get hung about

Strawberry Fields forever

Strawberry Fields forever

Strawberry Fields forever

(Cranberry sauce)

Minha vida está tão maravilhosa...

Não é porque aconteceu algo emocionante. Não é porque uma pessoa especial, ou qualquer outra coisa surgiu. Não é porque... bem, não é realmente nada. Ela só é maravilhosa em todos os detalhes magníficos de que a vida é feita. Eu só estou apreciando tudo ao extremo. :)

Às vezes, gastamos muito tempo...

- quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

...em um quarto pouco iluminado e esquecemos que não pode ser assim sempre.

Quando saio para o sol, os meus olhos parecem ficar cegos de primeira, mas depois lentamente deixo dissipar o calor na minha pele, e os raios iluminam o meu mundo, e lembro como tudo é maravilhoso. Então, depois, a tortura volta com a escuridão, de volta ao mundo sombrio, quando momentos atrás eu estava me deleitando sob feixes de luzes térmicas. É tão desagradável inicialmente, e somente quando os meus olhos se acostumam com a luz opaca, começo a esquecer a beleza do sol, e então a escuridão se torna tolerável.

Eu não entendo como as pessoas podem perder a sua apreciação por coisas simples. Como se pode perder o interesse pelo maravilhoso? Pessoas se tornam tão cansadas e desgastadas tão facilmente... É tão decepcionante. Não podemos deixar de admirar a beleza.

Eu acho que é assim com as pessoas, se você conseguiu entender minha analogia. A gente se acostuma à vida normal e isso parece suficiente. Mas, então! Então encontramos pessoas que não podem ser descritas de forma alguma a não ser dizendo que elas são um brilho resplandecente em nossas vidas. Elas aquecem nossa pele e iluminam o nosso mundo de maneiras que você não tinha percebido que eram possíveis. Elas fazem tudo maravilhoso. E, consequentemente, que agonia que é quando se está longe destas pessoas. Dizer adeus e ter que lidar com um ambiente medíocre, mais uma vez... Se adaptar e começar a aceitar o comum novamente.

Não esqueça que quando a euforia de uma música se encaixa perfeitamente em você, cada nota ecoa direto para suas veias. "Don't stop believin'... Hold on to the feelin'! Streetlights people - Ooo-oh-oh". :)

Acabei de ler:

- terça-feira, 11 de janeiro de 2011


Trilogia Padrões de Contato

Autor: Jorge Luiz Calife

Essa é a primeira trilogia de ficção científica hard brasileira. O fluminense Jorge Luiz Calife é um dos mais importantes e prolíficos autores de ficção científica do nosso país, considerado o "pai da FC hard brasileira" pelo pioneirismo da sua trilogia "Padrões de Contato" (Editora Devir, 646 páginas), reunidas em um único volume. Depois escreverei minhas impressões e opiniões a respeito do livro.

Big bad'a boom...!

Minhas Impressões: Blade Runner (1982)/Blade Runner: The Final Cut (1992)

* Alerta de Spoiler: Este post discute livremente elementos de toda a trama do filme. Aqueles que não viram o filme e querem o ver antes, são encorajados a regressar depois de tê-lo visto. *



Nos quase 29 anos desde seu lançamento original, Blade Runner se tornou um dos filmes mais discutidos, debatidos e influentes da ficção científica. Hoje em dia, é quase impossível encontrar um filme de ficção científica que não tenha se inspirado no estilo visual de Blade Runner.

Uma vez que o gênero começou, a ficção científica procura abordar questões pertinentes ao futuro da humanidade, da ciência e da tecnologia com muita intelectualidade e sutileza.



Em colaboração com a Warner Brothers, Ridley Scott, o diretor de Blade Runner, fez pequenas alterações no original de 1982, eliminando a narração. No final de 1992, a nova versão foi lançada em um número limitado de cinemas e foi aclamada como a "versão definitiva" por fãs do mundo inteiro - Blade Runner: The Final Cut.

Atualmente Blade Runner é muito respeitado e é difícil acreditar que na época de seu lançamento ele recebeu muitas críticas. Críticas, na sua maior parte, negativas. (Isso não é surpreendente. Muitos filmes de ficção científica à primeira vista são encarados dessa maneira e só depois então são reavaliados. "2001: Uma Odisseia no Espaço" é um exemplo clássico.)

Mas a visão de futuro oferecida por Ridley Scott é hipnotizante e provocante. Trouxe termos como cyberpunk e adaptação para o vocabulário americano, com isso fez um retrato sensor voluptuosamente decadente e sobrecarregado do que poderia ser Los Angeles em 2019: lotada, poluída, ressoante, úmida, desesperada, sombria e diversificada.



A tecnologia faz com que a humanidade tenha acesso às estrelas, mas há muitos problemas aqui na Terra. Criações sintéticas que de perto se assemelham a seres humanos e que é quase indetectável as diferenças, os "replicantes", não são permitidos no mundo. Eles são apenas utilizados na exploração espacial. No entanto, um grupo de replicantes mais avançados retornam à Terra em uma nave espacial roubada. Há quatro deles: dois homens - Roy Batty (Rutger Hauer) e Leon Kowalski (Brion James) - e duas mulheres - Pris (Daryl Hannah) e Zhora (Joanna Cassidy). Eles estão à solta e são considerados perigosos. Seu líder, Roy, tem um objetivo: prolongar suas vidas. Como uma medida de segurança, os replicantes são criados com um limitado tempo de vida de quatro anos. Depois disso, eles "expiram". Roy quer viver tanto quanto qualquer ser humano.

Blade Runners são caçadores de recompensas contratados para rastrear e aniquilar os replicantes que violam a lei e chegam à Terra. Rick Deckard (Harrison Ford) é considerado um dos melhores caçadores de andróides, mas ele quer se aposentar do negócio. No entanto, quando seu ex-chefe, Bryant (M. Emmet Walsh) solicita, Deckard não tem escolha senão concordar em fazer mais um trabalho. Seu primeiro passo para rastrear os quatro assassinos replicante é parar no local onde eles foram criados, Tyrell Industries. Lá, Deckard encontra Rachael (Sean Young), um novo tipo de replicante quase tão perfeita que até Deckard se engana. Rachael se torna uma inesperada aliada de Deckard em busca de Roy, Leon, Pris, e Zhora, mas quando Bryant descobre que ela está à solta, ele ordena que o blade runner a destrua também.



A questão ética central tocada por Blade Runner popularizou-se na ficção científica, já que é o início do gênero.

O que é vida? É o mesmo problema ponderado por Mary Shelley em Frankenstein, traduzido para um futuro distante. Não se trata mais de uma criatura disforme e construída a partir de partes de corpos de cadáveres. Agora, as criaturas são réplicas quase perfeitas dos seres humanos. Elas vivem, comem, bebem, fazem amor, pensam, sentem e perecem. Mas elas têm alma?

Blade Runner é tanto de um jogo de moralidade como de ação e aventura. A questão da existência ou não dos replicantes tomam ecos em inúmeros filmes e séries de televisão. Encontra-se no coração de Issac Asimov em "Eu, Robô (livro e filme)". É essencial para a premissa da atual série de TV "Battlestar Galactica". Blade Runner não inventou a questão, mas provavelmente a popularizou.

Aqueles que esperam ver Harrison Ford como o herói pleno "Han Solo" ou "Indiana Jones" terão uma decepção. Deckard é ainda capaz de fazer o seu trabalho, mas ele não tem o mesmo entusiasmo. Ele é um caçador relutante, e sua relutância se torna mais evidente com o desenrolar do filme. Ele também não é o "Blade Runner" que ele costumava ser. Ele faz o trabalho, mas começa o inferno interno dele em várias ocasiões, como na intervenção oportuna de Rachael quando ele confronta Leon, ou na perseguição de Pris e Roy.

O confronto final entre Deckard e Roy é atípico de um filme de ação. A fórmula requer que estes dois se envolvam em uma longa e dura luta antes de Deckard vencer Roy. Mas não é isso que acontece. A luta ocorre, mas Deckard é o perdedor. Roy o salva, mesmo tendo toda razão para deixar Deckard morrer.



Por que Roy salva Deckard? Talvez, reconhecendo que o fim está próximo, Roy não quer morrer sozinho. Seus companheiros não estão mais com ele; Deckard é o único que está com ele naquele momento. Essa ação, mais do que qualquer outra, defende a "humanidade" dos replicantes. O que poderia ser mais humano do que não querer morrer sozinho?

O filme é baseado no livro "Do Androids Dream of Electric Sheep", de Philip K. Dick (escrito em 1968). O que mais me impressiona é o visual do filme, que se tornou o legado de Blade Runner. A mistura de alta tecnologia (veículos aéreos) com a pobreza (incêndios e latas de lixo) resulta em imagens indeléveis.

A história de amor de Deckard com Rachael é estranha e violenta, porém o romance é necessário para a história e enfatiza a linha obscura entre homens e replicantes, mas ele falha em um nível emocional. O fundo musical da cena de romance deles tornou-se um clássico.



Embora os cortes do diretor remove a narração infeliz do original e elimina o final piegas, ele também levanta uma questão que tem dividido os fãs: Seria Deckard um replicante? A resposta parece ser "sim". A prova é rápida e quase imperceptível, mas aparentemente conclusiva. No filme, Deckard sonha com um unicórnio. Mais tarde, ele encontra uma imagem de origami do animal criado por Gaff. Isso é visto como prova de que alguém sabe sobre as memórias e sonhos de Deckard, o que significa que são implantados, não são reais. Apenas replicantes especiais têm memórias implantadas. Mas é uma conclusão muito duvidosa ainda. Em última análise, a determinação deve ficar a cargo de cada espectador em individual.

Blade Runner é um filme raro, icônico, polêmico, impactante – imagine você escrever um livro na década de 1960 e ter o seu livro adaptado para o cinema décadas mais tarde! – mesmo depois de tanto tempo, ele é capaz de impressionar, nos fazer refletir e expandir nossa imaginação. Blade Runner é um filme obrigatório para os fãs de ficção científica.

Minhas Impressões : Steamboy (2004)

- segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


Em 1988, Katsuhiro Otomo dirigiu o deslumbrante anime de ficção científica "Akira". Ofegante, denso, e psicodélico, o rico enredo de "Akira" foi acompanhado por uma animação de encher os olhos. Quase duas décadas depois, Akira ainda permanece como um marco do gênero. "Steamboy", o primeiro anime de Otomo desde "Akira", oferece uma sensação de forma semelhante ao anterior, mas com uma história muito mais acessível e convencional.

Situado na era vitoriana (1866, para ser mais precisa), a história levemente complicada começa com um acidente de trabalho numa empresa do Alasca, presidida pela equipe formada por pai e filho, Lloyd e Edward. O velho Lloyd, em polvorosa pela descoberta que está prestes a fazer, insiste na abertura total de uma das válvulas e acaba causando uma grave explosão, ferindo gravemente Edward, que tentava impedir o desastre.



A ação desloca-se para Manchester, onde o seu neto Ray Steam recebe um pacote contendo a "Steamball" desenvolvida por Lloyd, bem como os esboços do projeto. Ray é instruído a manter o aparelho longe das mãos da Fundação O'Hara, uma empresa americana empresarial que empregava Lloyd e Edward, mas ambos são sequestrados pela empresa. Ray fica surpreso ao encontrar seu pai, agora desfigurado em uma combinação de "O Fantasma da Ópera" e do monstro de Frankenstein, ainda trabalhando para O'Hara, que agora é presidida pela detestável neta do fundador, a garota Scarlett. A Steamball é uma fonte de energia poderosa, cheia de um líquido misterioso extremamente puro e altamente condensado, pressurizado na esfera. Edward quer aproveitar essa nova fonte de energia para empulsionar a humanidade para o novo século. Eles precisam da Steamball para alimentar um monstro mecânico diferente de tudo o que o mundo já viu e cabe a Ray detê-los.

Infelizmente, a Fundação O'Hara ganha seu lucro com o desenvolvimento de armamentos para a guerra, e Lloyd teme as consequências de deixar a Steamball em suas mãos. A Fundação O'Hara demonstra o seu mais novo armamento, fazendo seus testes na própria Londres, desencadeando uma guerra de pequena escala e destruindo grande parte da cidade no processo. Ray consegue improvisar um dispositivo de voo e ajuda a evitar um desastre ainda maior, resgatando a Scarlett, que já se apresentava bastante envolvida com as causas de Ray e perplexa com a carnificina causada pelas armas de sua Fundação.



Steamboy é uma produção de qualidade sob o ponto de vista de todos os ângulos. O enredo não é confuso, como o de Akira. O filme é reto, preciso e com objetivos bastante definidos. Apresenta personagens com perspectivas e motivações bem definidas para o público. O filme tem alguém por quem você possa torcer, alguém para odiar, alguém para rir e possui uma simples questão filosófica que nos leva a refletir sobre a natureza do progresso: é um pacote completo.

Embora, claramente, o filme busque inspiração no estilo e na estrutura dos filmes ocidentais, Steamboy ainda mantém a sensibilidade japonesa para imbuir-se de uma simples questão filosófica que conduz a narrativa do filme. Ray está dividido: seu avô Lloyd, que tem como filosofia a ciência para o bem do homem, e o presidente da Fundação O'Hara que quer a "ciência pela ciência" de maneira destrutiva. O filme é instigante, inteligente, emocionante, ativo, simplificando, é uma obra-prima.

Visualmente, o filme é um banquete. Eles combinaram com sucesso elementos de 2D e 3D. O cenário luxuoso e detalhado da era vitoriana é fantástico para um filme de ação. O filme usa Computação Gráfica com moderação, contando sobretudo com a animação tradicional. Muitas vezes, em filmes de ação de grande orçamento como este, vemos a história inventar uma série de artifícios decepcionantes a fim de incrementar a ação. Steamboy cuidadosamente evita esta armadilha e utiliza as forças visuais para contar a história ao invés de guiá-la.



Gosto tanto de "Akira" quanto "Steamboy". Eles retomam o tema apocalíptico pós-Hiroshima japonês comum nos animes de ficção científica. Otomo acrescenta um toque final, quando ele transforma o cogumelo de fumaça comum nas explosões de bombas, em uma linda flor congelada, a antítese do vapor.

O filme apresenta equipamentos e máquinas inspiradas na literatura de Julio Verne (máquinas voadoras, submarinos, dirigíveis, etc.). Logo no início há uma cena maravilhosa de perseguição envolvendo o monociclo a vapor de Ray, um trator a vapor, e um trem, que termina com um dirigível. As cenas de batalha são emocionantes, sem ser graficamente violentas como as de Akira.

É óbvio que nenhuma despesa foi poupada na preparação desta magnífica obra para os olhos e ouvidos. Não consigo nem descrever minuciosamente cada cena, pois cada uma é única. Fiquei impressionada com tudo que vi e ouvi. A paisagem belamente retratada da Inglaterra parecia que tinha ganhado vida na tela, enquanto que a cidade de Londres ficou tão autêntica quando retratada em sua época de industrialização.

(Eu me pergunto se Katsuhiro Otomo não seria um fã de "E o Vento Levou". Ele utiliza o nome de Scarlett O'Hara ao colocar este nome na garota.)


O filme não é perfeito, mas está perto de ser. É um espetáculo para os olhos e ouvidos. Steamboy é uma obra de arte, algo que deve ser amado por fãs de anime, não-fãs e famílias.


Porque eu odeio... o Big Brother

- quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Ahhh, o verão! Sol, praia e Big Brother. Sim, é a época do ano em que imprensa volta suas atenções para ventres masculinos suados e bem malhados e mulheres semi-nuas em seus biquines exibindo-se e embebedando-se, mas sem muito a acrescentar.

Existem muitos motivos para odiá-lo. O cinismo, a exploração, o investimento barato para o lucro máximo. Mas é o formato que fede mais: encarcerar algumas pessoas privadas de cultura e educação, com acesso restrito à comida, humilhados ritualmente para o prazer dos outros, mas iludidas que assim irão fazer sucesso - é um espetáculo deprimente.

Odiar é uma palavra muito forte. Digamos que eu não goste de assistir o Big Brother e programas afins. Acho que posso aproveitar melhor o meu tempo. O fato é que também não gosto muito de ouvir falar nisso. Infelizmente, em nossa sociedade, é impossível conseguir fugir ao ataque de marketing que a Rede Globo faz, o bombardeio começa nos intervalos comerciais, nos jornais, na Internet, até o ponto em que é o único assunto que as pessoas conseguem falar. As pessoas são muito facilmente manipuladas. Gostaria que houvesse a mesma pré-disposição para discutir assuntos mais relevantes, como política, ciência, tecnologia, arte...

Sua família assiste, seus amigos comentam... somos obrigados a aguentar isso de todo o jeito! Não adianta fugir apenas não assistindo este programa, tem que se conviver com os comentários em todas as partes... em qualquer lugar, pode ter certeza, terá alguém falando sobre isso.

A TV brasileira (aberta) é pobre em assuntos culturais, com exceção da TV Cultura que aborda assuntos que alimentam nossa mente. Não precisamos ver intrigas em um grupo de pessoas confinadas, e sim assuntos que nos enriqueçam intelectualmente e humanamente.

Gostaria de ver programas que nos fizessem refletir sobre nós, sobre o nosso planeta, sobre nosso povo, nossa cultura, nossa educação, nossas crianças, ... o universo! Mas a grande maioria está preocupada em saber qual será o final da novela das oito ou "quem ficou com quem" no Big Brother. Que futuro teremos se não deixarmos de lado irrelevantes escolhas, como dar audiência ao "Big Brother Brasil"?

2 anos!

- quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


Êêê! Êêê! Tá bom! ¬_¬

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