Resultado: O melhor post de 2010

- quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

2011...

São mais 12 meses... ou 365 dias... ou 52 semanas... ou 8760 horas...
ou 525600 minutos... ou 31536000 segundos de luta, crescimento,
progresso e experiência. Assim espero :)

Qual super-herói você é?

- terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Segundo o teste, eu sou a Mulher-Maravilha! *-*


You are Wonder Woman

You are a beautiful princess
with great strength of character.




Wonder Woman
90%
Green Lantern
85%
Supergirl
75%
Superman
70%
Robin
70%
Spider-Man
50%
Hulk
45%
The Flash
45%
Batman
40%
Iron Man
40%
Catwoman
35%






O melhor de 2010

Esse ano foi sem dúvida o ano que eu mais escrevi neste blog. Para quem me conhece de longa data, sabe que eu já tive um blog anterior e que por um acidente fatal e inexplicável (não tão inexplicável) do destino, eu o perdi. Na época fiquei muito triste pois tinha muito texto legal, muita coisa minha, por isso procure sempre fazer um back up de seu blog! O fato é que acabei criando este blog que lês e que já está perto de fazer 2 anos... Criei um vínculo muito forte com ele e como é gratificante e estimulante ver um comentário, uma opinião, uma crítica, seja esta positiva, questionadora e pessoas refutando ou concordando com meus pensamentos, opiniões, devaneios... A prova disso, foram as constantes e assíduas postagens durante o ano.

Resolvi selecionar algumas das minhas mais significativas postagens e pedir a sua opinião para eleger a que você mais gostou. São estas abaixo:




Expresse sua opinião e escolha uma delas. Quem sabe posso apresentar algum resultado antes do final do ano. :)

Minhas impressões: Paprika (2006)

Quanto mais mistério, mais mágico algo se torna. Isto é verdade para a maioria das coisas. Para quem não sabe nada sobre computadores, a ideia de internet é algo misterioso, maravilhoso e por vezes assustador. Para quem nunca viajou, terras distantes parecem uma realidade intangível.





Esta é a ideia explorada pela ficção, seja através de livros ou filmes. É a base para os mitos e religiões que especulam a forma como o mundo funciona e porque foi criado, e a ficção científica especula mais além. Nosso senso de admiração é o que nos torna humanos e é o que nos leva a descobrir coisas novas.

Nesse contexto, a psique humana é um dos maiores mistérios. Existem inúmeras teorias por trás da lógica e da emoção humana, mas a essência da humanidade permanece enterrada dentro de nós. Visto que é algo intangível, não é fácil explorar e testar novos conceitos. Podemos saber muito sobre o nosso hardware, mas nossos sistemas operacionais ainda são um mistério.

Produzido pela Madhouse/Rainbow SPA e distribuído pela Sony Pictures Classics, Paprika (2006), filme dirigido por Satoshi Kon, baseado no romance do escritor de ficção científica Yasutaka Tsutsui, é um filme/anime de ficção científica que explora essa fronteira entre o imaginável e o real.

O filme começa com o detetive Konakawa Toshimi sendo aconselhado por Paprika, uma mulher de cabelos vermelhos e espírito jovem: "uma mulher dos sonhos". Em uma das sequências iniciais do filme, Paprika analisa a sequencia dos sonhos do detetive, que envolve um possível assassinato. Ela compartilha mais do que uma semelhança passageira com a Dra. Atsuko Chiba.



Como se percebe ao longo do filme, Paprika não é uma mulher real, é na verdade o alter ego da Dra. Chiba, uma pesquisadora de psicanálise. Usando o "DC Mini", um dispositivo experimental que permite a visualização dos sonhos de uma pessoa através de imagens pelo computador, a Dra. Chiba entra nos sonhos das pessoas, na forma de Paprika, com o objetivo de tratá-las.

O que ela vê é registrado. Os dados podem ser analisados. Os problemas podem ser solucionados. As possibilidades são infinitas para o tratamento.

Esse comportamento de Chiba pode ser visto como um distúrbio de personalidade múltipla, mas existem indícios de que isso é intencional por parte dela. Paprika lhe permite chegar mais perto de seus pacientes, para se tornar uma espécie de "amiga íntima" e para criar vínculos com seus pacientes podendo assim compreendê-los.

Atsuko Chiba, no laboratório, é a voz rígida da ciência. Não é à toa que ela é a líder da equipe, sendo esta formada por uma série de cientistas excêntricos. Seu principal aliado é o Dr. Tokita, "garoto-gênio" obeso que inventou o dispositivo DC Mini. Apesar de sua aparência, ele é um homem realmente bom. Mas o laboratório entra em pânico quando os seus protótipos são roubados. Os membros do laboratório estão conscientes de que alguém pode utilizar o dispositivo para entrar deliberadamente nos sonhos de outras pessoas, causando, dessa maneira, graves danos. Uma série de acontecimentos malucos começam a atingir as pessoas, que não sabem mais diferenciar a realidade do mundo onírico.

Isso, naturalmente, solidifica a crença do presidente da empresa de que sua equipe pode ter invadido o território sagrado do mundo dos sonhos - o último refúgio da humanidade que a ciência não reduziu a uma ficha de dados - e só reafirma a sua vontade de encerrar o projeto. Mas com o dispositivo em estado de testes e nas mãos de alguém com más intenções, Atsuko não pode descansar até que descubra quem o "psico-terrorista" poderia ser.

Dra. Chiba evita lidar com suas emoções e enfoca a ciência, enquanto que o detetive Toshimi é assombrado por um pesadelo recorrente que remete a algum fato passado da sua vida, mas que ele não consegue discernir o significado. As histórias de Chiba e Toshimi se entrelaçam ao longo do filme na busca da verdade e, no caso da Dra. Chiba, da descoberta do que está ausente em sua vida.



Paprika é uma espécie de heroína do mundo dos sonhos e ela traz ao filme uma alegria incontida. Os sonhos podem ser caracterizados como algo que podem nos trazer a felicidade, mas quando manipulados por alguém, ou por nossos próprios medos, os sonhos podem se tornar uma ferramenta potencialmente maléfica. E é nesse contexto que com pouco esforço, Satoshi Kon cria o ambiente perfeito de suspense e medo. Ele nos desafia a explorar nossos próprios preconceitos sobre "quem somos", e os mundos em que vivemos.

A Madhouse está no topo absoluto com este filme. Efeitos 2D e 3D formam entidades que coabitam a tela. As imagens são tão realistas que parecem quase respirar e ganhar vida e o mundo dos sonhos é verdadeiramente deslumbrante. O traço do desenho é igualmente deslumbrante, elegante e inspirador e a paleta de cores é viva e única.

Apesar do visual do filme, algumas pessoas que estão acostumadas com o hiper-realismo da maioria dos filmes de ação e ficção científica, poderão rejeitar a lógica e a narrativa do trabalho de Satoshi Kon. Eu suspeito que haverá um monte de comentários negativos julgando este filme, mas considero a maioria destes argumentos descartáveis. Basta ter sensibilidade perante este grandioso trabalho de Kon.



Eu me pergunto quantas pessoas serão realmente capazes de se libertarem de suas realidades (pois o filme exige isso), e serem capazes de enfrentar o mundo dos sonhos como os personagens fizeram. O mundo retratado no filme é uma mistura absurda de experiências de vidas reais, pensamentos e desejos ocultos e a cultura que compõem nossas vidas.



Uma imagem recorrente no mundo de sonhos neste filme, é o desfile (parada) de ícones culturais e criaturas estranhas, que marca todos os pontos de clímax. A arte está cheia de imagens coloridas e cinéticas, fazendo da cena uma festa visual e a trilha sonora que a acompanha é primorosa e bem peculiar.

Acredito que quando dirigiu este filme, Satoshi Kon estava bem ciente de que, por tudo o que aprendemos, perdemos algo, e neste mundo moderno de descobertas, é claro que nós deixamos algo para trás. Ele treina sua mira temática sobre a loucura coletiva da sociedade. Kon adere aos estilos apocalípticos próprios dos animes, mas suas visões raramente têm o imediatismo caracterizado em algumas séries. Apesar do filme ser visualmente chocante, Kon está mais obsessivamente preocupado com os gatilhos psicológicos que fazem de seus personagens tão intimistas. No mundo de Kon, a ação é um pensamento posterior, pré-requisito que esconde suas verdadeiras intenções mais profundas.



Resumo este trabalho como sendo único, abrasivo e inspirador. Se você é fã do genial diretor Satoshi Kon, ou ainda não conhece seu trabalho, recomendo o deslumbrante e futurista filme Paprika.



Leia também: Paprika - Resenha (Nerdices e Afins)


A pior parte do Natal...

- sexta-feira, 24 de dezembro de 2010



...é ver pessoas que você não tem visto há muito tempo, ou que você só vê uma vez por ano, e ter que responder as mesmas perguntas milhares de vezes. "COMO VOCÊ ESTÁ?", "O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?", ...

Abstraindo todas as hipocrisias dessa data, eu desejo a todos um Feliz Natal!


P.S.: As imagens postadas aqui são do especial de Natal "Peanuts - O Natal de Charlie Brown - A Charlie Brown Christmas" (1960), um desenho que nos passa uma bonita e madura mensagem, tanto para adultos como para crianças. A história aborda com profundidade e sátiras acerca do excesso de comercialização e do secularismo do Natal, e serve para lembrar aos espectadores o verdadeiro significado do Natal.

Minhas impressões: Tron – Legacy (2010)



** Warning: Esse post pode conter spoilers **

Saudações programa! Bem-vindo de volta à Grade. 28 anos é de fato muito tempo...

Tron foi lançado antes de eu nascer, mas considerando que a maioria das minhas coisas favoritas vem desta década, tenho que dizer: amei esse filme.

Ok, eu já falei isso em um post anterior (Minhas impressões: Tron – Uma Odisseia Eletrônica [1982]), mas quando eu finalmente consegui assistir Tron, o meu principal sentimento foi de respeito e admiração por aquele enredo tão rico e pelas realizações técnicas/cinematográficas que a época permitiu que fossem feitas.

Eu estava realmente muito ansiosa para ver a sequência tão esperada de Tron. Também estava ciente e preparada para tudo, porque temia que uma sequência fosse desnecessária, talvez. Meus temores se confirmaram.

Tron: Legacy foi um bom filme. Teve momentos incríveis e alguns nostálgicos. É bonito de se ver, mas está longe de ser um grande filme.



Admito que eu sou uma nerd mesmo. Afirmo isto para explicar o fato de que quando fui assistir Tron: Legacy eu estava com noções pré-concebidas. O Tron original foi sensacional para mim, mas Tron: Legacy não chegou ao nível de emoção do anterior. Ele com certeza conseguirá entreter seus espectadores, principalmente aqueles que não assistiram Tron. O visual é sem dúvida deslumbrante, mas o enredo é fraco e pobre.

Tron: Legacy é a história de Sam Flynn (Garrett Hudlund), filho "órfão" de Kevin Flynn (Jeff Bridges), um programador e visionário que desapareceu há 20 anos depois de alegar ter testemunhado um milagre que iria mudar o mundo. Ao longo dos anos, todos, incluindo Sam, começam a suspeitar que Kevin simplesmente fugiu. Carregando essa amargura, Sam continua a esquivar-se de suas responsabilidades como acionista principal da corporação global Encom, e passa seu tempo se rebelando contra o seu patrimônio.

O velho amigo de Kevin, Alan (Bruce Boxleitner, que interpretou o papel de Alan/Tron no filme original), diz a Sam que ele recebeu uma mensagem de Flynn em seu velho page. Apesar de seu ceticismo, Sam vai para o Fliperama de Flynn e descobre uma sala secreta, onde tem o laser capaz de transformar a matéria em bits e transportá-la a uma nova realidade.

Sam se encontra de repente em um mundo computadorizado chamado de "A Grade" (Grid), onde ele é rapidamente capturado e considerado um programa não-autorizado. No desenrolar dos acontecimentos, Sam revela ser um usuário e é levado perante o líder da Grade, que é um avatar de seu pai jovem (graças a alguns artifícios da computação gráfica que faz com que Jeff Bridges pareça mais jovem). Sam logo percebe que não é seu pai, mas sim Clu, um programa projetado por Kevin Flynn para ajudar a criar o sistema perfeito. Clu tem seus próprios planos e se rebela contra Kevin e Tron, tomando o poder da Grade.

Sam depois de disputar alguns jogos, é resgatado pela misteriosa Quorra (Olivia Wilde), que o leva para ver seu pai, que logo o explica a história do mundo que ele criou. Após o reencontro de Sam e Kevin, eles discutem acerca de uma maneira de escapar dali, mas a ameaça de Clu acaba por ser maior do que qualquer um pensava inicialmente e o destino do mundo real está em jogo.



O enredo é a parte mais fraca de Tron: Legacy, pois existem muitos buracos na história. Tem muitos momentos em que o filme não parece se preocupar em oferecer explicações. Uma boa parte da história gira em torno da descoberta de Kevin de uma nova forma de vida conhecida como algoritmos isomórficos (ISO's), que Kevin insiste em dizer que vai mudar totalmente o mundo em todos os campos da ciência, tecnologia, filosofia e até mesmo da religião, mas não existe absolutamente nenhuma indicação de como eles poderiam fazer isto. Você pode imaginar e fazer suas próprias suposições, mas é estranho e tira um pouco do seu foco nos acontecimentos do filme. Em vez de ficarmos chocados e surpreendidos com a descoberta, você começa a se perguntar se perdeu alguma coisa.

O filme pode ser dividido em três partes:

  • A primeira é o acúmulo de algo que vai inevitavelmente acontecer.
  • A segunda são as cenas de ação, que são destaque do filme.
  • A terceira são as explicações.

Grande parte do filme é passada com personagens que explicam a Sam o que está acontecendo e o que aconteceu até aquele ponto. Nem todas essas explicações fazem sentido. Ironicamente, para um filme com um enredo bastante superficial, existe uma grande quantidade de tempo gasto para tais explicações. É uma contradição estranha.

O filme é incrivelmente belo em seus gráficos, mas o tom é excessivamente escuro e absolutamente diferente do Tron original. Uma das coisas que me pegou de surpresa foi justamente o tom do filme e gostaria de entender o porquê de fazerem tão diferente do filme de 1982. Está bem... Tron teve seus momentos sombrios, mas também tinha muito humor. Mas Tron: Legacy é um filme escuro em todos os sentidos da palavra.

O mundo da Grade é um lugar de opressão e de controle total, e que é evidente adicionando que a "treva" é o tema do filme. Tem a história do reencontro entre pai e filho, mas a maior parte da trama é destacada pela tensão, medo e desespero. A Grade é um lugar triste, e seu criador, Kevin Flynn luta com a culpa sobre as suas criações (criatura se volta contra o criador), enquanto que Clu é preenchido com um sentimento de traição.

Tron: Legacy não é uma "diversão" no sentido tradicional. Esse julgamento não é sobre o filme, é simplesmente uma constatação quando se assiste. Tron: Legacy é mais um drama do que qualquer outra coisa. Esse sentimento dramático corre desde os primeiros momentos do filme até o final. Se você está esperando muitos momentos alegres, você terá sem dúvida uma surpresa negativa.

Jeff Bridges foi (novamente!) a grande estrela do filme. Os pouquíssimos momentos de nostalgia e de humor aconteceram graças a sua atuação.

Quando o Tron original foi lançado, era o primeiro de seu tipo, tanto em termos de tecnologia de ponta como em termos de imaginação. Tron: Legacy, parece ter reconhecido isso e tentou alcançar o nível do seu antecessor, apesar de um hiato de quase três décadas. Em termos de Computação Gráfica, especialmente nos cenários de ação, nada chega perto de Tron: Legacy. É uma visão impressionante!

Há, talvez, uma exceção notável a se fazer quanto aos efeitos de computação gráfica e essa você deve aceitar e esquecer. Embora os efeitos de computação gráfica utilizados para fazer Jeff Bridges 20 anos mais jovem tenham sido extraordinários, elas são também um pouco difíceis de aceitar, especialmente quando ele está falando ou sorrindo. Não parece muito natural. Tem muitas cenas de flashback durante o filme, que mostram Bridges em 1982 que tornam evidente que a tecnologia, embora impressionante, é um tanto falha. Assim como o enredo, isso é algo que você deve ignorar.

As cenas das batalhas, tanto a "disco-a-disco" como as corridas em lightcycle, são verdadeiramente surpreendentes.



O filme tem conotações religiosas, apresenta a relação entre pais e filhos, criadores e suas criações, sacrifício e livre-arbítrio. Lembrei-me também de Star Wars muitas vezes, tanto em termos temáticos, como nas cenas de ação. Apesar de seus mútiplos defeitos, eu gostei de Tron: Legacy e ele é cheio de referências que geeks, como eu, vão adorar.

Uma das cenas que mais gostei foi quando Sam Flynn está no Fliperama de Flynn e nesse momento começa a tocar "Separate Ways (Worlds Apart) – Journey". Eu particularmente gosto muito dessa música. A propósito, gosto muito de Journey e eles foram um forte ícone da década de 1980, se tornando um momento emocionante e nostálgico do filme.

Prós:

  • Tron: Legacy é o próximo passo no futuro de efeitos visuais que começou com Avatar.
  • Possui performances muitos sólidas, principalmente do grande Jeff Bridges.
  • Explora conceitos de Software Livre. Achei isso positivo.

Contras:

  • Uma trama com muitos buracos e sem muitas explicações.
  • O mundo em torno dos personagens é vazio.
  • Achei a morte de Kevin Flynn desnecessária.
  • Mais uma vez o filme recebe o nome de "Tron", porém Tron não é tão evidenciado.
Uma forte dúvida que ficou em minha cabeça e que não teve nenhuma explicação: "Se um ser humano que é transportado para a Grade envelhece naturalmente (como foi o caso de Kevin Flynn) e os programas continuam com a mesma aparência sempre e nunca envelhecem, então se um programa é transportado para o mundo real (como foi o caso de Quorra) isso significa que este programa nunca irá envelhecer?"


Se você ama o Tron original, então você vai ficar curioso para voltar a esse mundo e ver como ele cresceu e mudou durante milhares de micro-ciclos desde sua criação.

Tron & Tron Legacy - Posters

- sábado, 18 de dezembro de 2010


TRON & TRON: Legacy Posters por Eric Tan

Minhas Impressões: Tron - Uma Odisseia Eletrônica (1982)

- quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Com a continuação de Tron sendo lançada depois de 28 anos (Tron Legacy), o Tron original claramente deixou uma impressão duradoura. Se essa impressão vale uma sequência, eu ainda tenho minhas dúvidas, a não ser que seja com uma história brilhante. Contudo, uma análise do filme original de 1982 pode indicar se Tron Legacy vai valer a pena ou não.

É por isso que decidi assistir Tron em DVD (foi bem difícil consegui-lo), afinal, um filme como esse, merece uma investigação de suas origens e não posso fazê-la sem ter conhecimento.

Bem, você já imaginou como seria estar fisicamente dentro de um jogo de computador? Não estou falando apenas de realidade virtual, mas de fato dentro deles. Já imaginou como seria entrar em um dos primeiros jogos de computador, como Asteroids ou Space Invaders, ou de qualquer outro jogo da década de 1980? Foi o que as pessoas na época fizeram e essa foi a grande ideia de Tron.


É início dos anos 1980 e Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um programador de jogos que estava despontando e se destacando na empresa em que trabalhava. Ele trabalhava na empresa de tecnologia ENCOM, e os jogos de Flynn foram roubados por seu colega de trabalho, Ed Dillinger (David Warner), que usou isto para ganhar poder na empresa. Agora como vice-presidente sênior da ENCOM, Dillinger criou o Master Control Program (MCP), um sistema inteligente que controla a rede de computadores da ENCOM, além de roubar programas de outras empresas para aumentar seu poder de forma autônoma. Flynn está determinado a obter elementos a partir da rede ENCOM para provar o roubo de Dillinger. Mas depois de invadir um laboratório ENCOM, Flynn é teletransportado para dentro da rede de computadores pelo MCP.

Dentro da rede é um mundo visualmente impressionante de programas, bits, memórias e dados na forma de uma sociedade. Esta sociedade é regida pela Master Control Program, cujo regime tirânico dita as vidas dos programas capturados. Estes programas aparecem como humanóides que lembram seus programadores (ou "usuários", como são conhecidos), muitos dos quais estão presos por acreditar em tais "usuários" e forçados a competir em "jogos de computadores" fatais.
Flynn, junto com dois colegas que ainda trabalham na empresa, Alan Bradley (Bruce Boxleitner) e Lora Baines (Cindy Morgan), tentam utilizar o programa de segurança independente chamado Tron (Bruce Boxleitner) para lutar contra o Master Control Program e recuperar a prova valiosa escondida dentro do sistema.


O conceito por trás Tron me lembra hoje os filmes da Pixar, como Toy Story, Carros, na medida em que traz vida e emoção a um mundo inanimado e não-humano. O conceito é o mesmo. Tron, assim como a Pixar vem fazendo, também aplica essas regras ao mundo inanimado, convertendo-as para o cinema.

As referências à informática e à línguagem de programação são abundantes, inteligentes, muito bem-vindas e considero até emocionante, tendo em vista em que se trata de uma época em que a programação estava tendo o seu auge no setor empresarial. Eu particularmente adorei a aparência do filme.

Tron, claro, não possui os melhores efeitos especiais, mas visa o público familiar. A trama em si é bastante fácil e agradável de acompanhar. Os temas são igualmente leves, apesar de abordar ideias como religião, fé, verdade e autoridade. Fiquei impressionada com o fato de um filme conseguir focar a todos esses temas utilizando apenas imagens.

O filme é bem feito, no geral. Jeff Bridges é a grande estrela do filme, adotando um forte senso de aventura e atitudes divertidas. O personagem de Bruce Boxleitner, o programa de segurança Tron, apesar do título, não é tão evidenciado.


O filme foi bastante radical para a época. Numa época em que jogos de Atari, como Space Invaders representou o estado-da-arte em computação, os seus efeitos especiais foram muito originais. Muito antes de alguém falar em "ciberespaço" e "realidade virtual", o universo retratado por Tron foi um protótipo básico de ambos.

No processo, os estúdios de Walt Disney, criaram um dos filmes mais cientificamente influentes de ficção. Junto com Blade Runner (também lançado em 1982), Tron inspirou a iconografia visual de muitos filmes de ficção científica que vieram depois. Os gráficos de Tron antecipou todos os clichês do gênero cyberpunk, que podem ser visto em Johnny Mnemonic, só para citar um exemplo.


Na perspectiva de 2010, o estilo visual de Tron ainda é brilhante, por várias razões. Muitos dos jogos físicos no mundo dos computadores retratados em Tron são extraordinários, mesmo para os padrões de hoje. Cada personagem está vestido com trajes brilhantes de azul ou vermelho, enquanto a sua pele está em contraste preto e branco. Existem também as sequências geradas por computador incorporadas dentro do filme, que se encaixam perfeitamente.



Eu realmente gostei de Tron mais do que eu esperava. Não espere ver um clássico atemporal, mas sim um clássico retrô. Muitos espectadores mais jovens podem achar que é difícil assistir algo mais lento do que a ficção científica contemporânea, mas se você tem o sofisticado apreço por filmes mais antigos, Tron é definitivamente o filme. Quanto à necessidade de uma sequência: Eu acho essa uma ideia bastante intrigante, embora não seja absolutamente necessária. Estou feliz pelo regresso de Jeff Bridges e estou ansiosa para ver como 28 anos mudou sua maneira de atuar nas telas de cinema.


The Avengersaurs: Os Vingadores-dinos

- segunda-feira, 13 de dezembro de 2010



Ainda tem como os dinossauros ficarem mais legais do que isso? (Não duvido) *-*

Fonte: Popped Culture

Tron (Tron: Uma Odisseia Eletrônica), 1982

Minhas impressões: Akira (1988)

- sábado, 11 de dezembro de 2010


Um dos momentos decisivos na história do anime japonês veio em 1988 com o lançamento de Akira. Baseado no famoso mangá de Katsuhiro Otomo, Akira é provavelmente um dos melhores animes que existem. O assisti recentemente, por recomendação, e me impressionei com a qualidade de roteiro, desenho e até então, eu havia assistido a poucos animes que possam ser considerados como "gênero de ficção científica".

O filme foi escrito e dirigido pelo próprio Otomo. Não surpreendentemente, o roteiro é escrito como se Otomo tivesse uma noção clara da aura de cada personagem e sua importância para a trama do filme.

Akira tem cerca de duas horas de duração, o que o torna lento para ser um anime, mas o tempo prolongado é necessário para executar fielmente e abranger sua história do início ao fim. A história em si é muito bem composta, mas também um pouco confusa se você não prestar atenção.

O filme prevê uma Terceira Guerra Mundial (ano 2019), que aparentemente destruiu Tóquio, e 30 anos depois, uma Nova-Tóquio (Neo-Tokyo) foi construída sobre os restos da antiga. Esta cidade não é nenhum paraíso, com gangues selvagens nas ruas e personagens políticos obscuros nos cargos.

Uma gangue se envolve em uma teia de segredos militares de uma força misteriosa conhecida apenas como "AKIRA".



AKIRA (o projeto original) era um experimento secreto para desenvolver uma nova forma de evolução humana através da manipulação das habilidades e competências de crianças psiquicamente desenvolvidas. Os militares esperavam usar essas crianças como armas vivas, enquanto que os cientistas tinham a esperança de desenvolver um novo ser humano geneticamente superior. Mas tanto os militares como os cientistas envolvidos no projeto descobriram muito tarde que o poder que eles estavam procurando não podia ser controlado.

Akira, uma das crianças envolvidas no experimento, desenvolveu uma força tão grande, que literalmente destruiu tudo em uma grande explosão de energia psíquica, desencadeando uma explosão nuclear como a que conduziu à guerra mundial, já citada.

30 anos mais tarde, as comunidades científicas e militares decidem retomar o projeto AKIRA, iludidos por pensar que poderiam controlar um poder que seus antecessores não conseguiram.

Embora cada personagem tem um nível de importância único em toda a história, os personagens principais são os adolescentes condenados, Tetsuo e seu líder, Kaneda. Tetsuo faz parte da gangue de motoqueiros liderados por Kaneda, mas por ser menor e fraco, ele não é aprovado como um igual por Kaneda.

Em um esforço para melhorar seu status no grupo, ele acaba acidentalmente encontrando uma criança fugitiva do projeto AKIRA.

Tetsuo é depois levado pelos militares ao laboratório para análise. No laboratório, descobriu-se que o contato que Tetsuo teve com a criança, o desencadeou poderes psíquicos.

Os efeitos da liberação da força psíquica, porém, são fortes demais para que ele controlasse, e começa a enlouquecer com seu aumento de poder. Não era mais possível para ele tolerar a sua prisão e experimentos, então, Tetsuo foge do laboratório.



O coronel, que recentemente impôs um golpe de Estado no governo, persegue Tetsuo. Ele pretende usá-lo para aumentar o seu domínio. Enquanto isso, uma facção separada, da qual o agente Kay faz parte, está tentando sabotar o projeto AKIRA para evitar a mesma destruição de 30 anos atrás. Kaneda se envolve com Kay em sua busca por Tetsuo.

Com o Coronel e Kay esperando nos bastidores, tudo leva a um confronto final entre Tetsuo e Kaneda. Tetsuo agora vê Kaneda como um inimigo. Lutando contra Kaneda com algumas interferências do coronel e dos militares, o poder de Akira é novamente libertado, desta vez através de Tetsuo, deixando a Nova-Tóquio devastada.



O final, embora rompa a tradição de que "tudo acaba bem", deixa algumas questões sem resposta. Me fez refletir bastante, mas outras pessoas podem achar que este é um final confuso e decepcionante.

Os personagens são bastante variados, e às vezes é difícil dizer quem está do lado "do bem ou do mal".

A arte e a animação são muito bem feitas (principalmente considerando a época em que foram produzidas), e mais suaves se comparada a muitos animes modernos. Uma coisa que realmente me impressionou foi a luz no rastro das trilhas das motos. É o tipo de truque muito bem feito e muito bem pensado quando se trata de desenhos. A paleta de cores de grande dimensão permitiu que os animadores produzissem o pano de fundo altamente detalhado de um futuro pós-apocalíptico e trazem os personagens do mangá criados por Katsuhiro Otomo à vida. Akira fez um avanço tecnológico dos dias que antecedem a animação 3D.

Entretanto, acredito que o trabalho de dublagem poderia ter sido melhor, este é o único aspecto decepcionante do filme. Eu não gosto da voz de Kaneda e do Coronel. A maioria das vozes dos outros personagens são boas.

Usando elementos que nos faz inferir à Mary Shelley e sua obra Frankenstein e com uma crítica clara à abordagem militarista para a jurisdição do governo, a história segue o caminho violento e sangrento de destruição criado por aqueles que são imprudentes o suficiente para voltar a tentar controlar uma força que é incontrolável, comentendo o erro novamente. "Sangrento" é uma descrição perfeita para Akira. Certamente, não é recomendado para pessoas fracas.

É um filme maduro em todos os sentidos da palavra. É inteligente, bonito e intenso, com algumas cenas de nudez parcial e com algumas imagens perturbadoras. Akira é um dos maiores clássicos de anime de todos os tempos, e um grande título para você começar a assistir anime, se você não assiste.

Akira é um excelente anime de ficção científica. Se você quiser assistir algo com um bom equilíbrio entre ação e conteúdo intelectual, então recomendo este filme.

Matrix (The Matrix), 1999 (dir. Andy Wachowski & Lana Wachowski)

Akira (1988), por Katsuhiro Otomo

Snoopy & Charlie Brown, por Charles Schulz

- sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lanchinho nerd?

NHAM!

E segredos de Estado são revelados...

Confissões de uma garota que ama quadrinhos

- quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Quadrinhos é um meio de contar histórias incrivelmente econômico, que emprega a palavra escrita e a arte juntos exatamente no mesmo espaço. Os quadrinhos podem ter absolutamente qualquer tipo de história, mas é também o berço da iteração mais atual da humanidade, com seus mitos de super-herói... E qualquer um pode fazer histórias em quadrinhos. Uma história envolvente e arte fortes são de muita importância.

Eu não consigo entender por que alguém não gostaria de HQ's.

Sou Andhora, tenho 21 anos, sexo feminino, com um interesse enorme em histórias em quadrinhos. Não tenho uma grande coleção, mas tenho algumas HQ's e espero comprar mais.

O setor do mercado de quadrinhos é muito rentável, principalmente nos Estados Unidos. Muitas crianças de lá lêem e tem quadrinhos aos punhos. É uma cultura diferente. Os quadrinhos também tem muito espaço com o público adulto masculino. Eu não acho que gostar de histórias em quadrinhos seja uma coisa de uma idade específica. Adultos os desenha, então por que adultos não pode gostar deles?

Uma vez, me disseram: "Meu Deus! Uma mulher que gosta de quadrinhos... ... que são boas!"

Também não acho que gostar de quadrinhos seja uma coisa de um sexo específico. Admito: sou uma garota que adora quadrinhos. O fato é que eu nunca estive perto de conhecer outras mulheres que gostavam muito. Gostar de quadrinhos sempre gerava alguma discussão sexista sobre o assunto. "Ora, homens fazem quadrinhos, homens lêem quadrinhos". Besteira! Ser uma garota que gosta de quadrinhos pode ser difícil. Sei de meninas que quando vão para a sessão de quadrinhos nas lojas são intimidadas e ridicularizadas, principalmente por outras garotas... (experiência própria =P) É estúpido, infantil e idiota, mas acontece.

Por que eu amo tanto quadrinhos?



Em primeiro lugar, às vezes gostaria de poder agir como heróis, como Batman! Em segundo, ver a justiça da maneira como é retratada nos quadrinhos me faz pensar muito em o quanto eu gostaria que isso fosse aplicado ao mundo real ("ahh... se fosse verdade").

Quadrinhos conseguem tirar o meu fôlego como ninguém consegue tirar, como "Watchmen" ou "The Dark Knight Returns", e que nenhum filme poderia gentilmente seduzir e retratar da maneira como é feito nos quadrinhos. Sou muito fã de escritores de quadrinhos como Alan Moore, Frank Miller, Warren Ellis, Garth Ennis , Peter David, Stan Lee, e inúmeros outros.

A fusão de palavras e imagens criam uma forma diferente de captura de uma história, tornando-se uma forma criativa de ler. Batman faz coisas em uma página e age de tal maneira que não poderia ser feito em filme, ou novela, ou série nenhuma. Os personagens são tão incríveis que gostaria de poder agir como eles. Batman bate em criminosos, os leva à prisão, e volta ao seu estilo de vida de milionário.

O personagem de quadrinhos tem coisas que não temos. Quando Superman voa para a lua, vemos algo que a humanidade levou meio milhão de anos para conseguir fazer ser feito em menos de uma hora pelo homem que veio de Krypton.



A melhor maneira de escapar de uma vida mundana é através da leitura. Escapamos juntos com Alan Moore, Frank Miller, e outras lendas dos quadrinhos. Eles tiveram filmes feitos a partir de seus livros! Alan Moore escreveu o livro original em quadrinhos de "V For Vendetta", "Liga dos Cavalheiros Extraordinários", e "From Hell", e Frank Miller é mais conhecido por "Sin City" e "300".

Alan Moore criou uma das histórias mais incríveis que já vi em "Watchmen", e Miller fez o mesmo em "The Dark Knight Returns". Quadrinhos são o que são por causa de homens assim. Muitos criadores foram influenciados pelas histórias de Alan Moore e Frank Miller. Um romance se torna estático se comparado com as obras destes homens, e muitos outros. Isso é apenas a ponta do iceberg quando se trata de escritores de quadrinhos e suas obras.

Sim, você pode chamar isso de uma obsessão. Eu chamo isso de hobby. Eu amo quadrinhos, e isso não irá mudar. :)

Razões pelas quais eu amo "De Volta para o Futuro"

- sábado, 4 de dezembro de 2010
Estou atualizando "De Volta Para o Futuro" ao status de: "Um dos meus filmes de ficção científica que já assisti". Não só porque ele é um dos poucos filmes que apresenta muitos gêneros ao mesmo tempo, mas também porque é cheio de imagens icônicas e conceitos.

Então, eu apresento a vocês algumas razões que me fazem amar tanto essa trilogia e porque ela tomou um lugar tão querido em minha vida de cinéfila.

1. Primeiro, é uma comédia fantástica embalada ponta a ponta com risos, o que coloca comédias mais atuais no chão.

2. Mas é um thriller cativante, com uma série de cenas tensas e sequências de ações bem fundamentadas, que culminam em um conjunto perfeito na sua construção complexa, mas também define um escopo bem mais amplo.

3. É uma história de amor, em que seus protagonistas se apaixonam, e trabalham em função desse amor.

4. É um clássico sci-fi que tem uma carga de conceitos tão alta que pode te fazer pensar até ter uma hemorragia nasal ("e se eu pudesse voltar no tempo?", "e se eu alterar o espaço-continuum?", etc... ) e a sequência de fatos durante o filme ocorre no ritmo certo (com algumas ressalvas).

5. Tem meu pôster favorito de todos os tempos, uma imagem estática que grita com ação e emoção, e frases instigantes, como: "Ele é o único filho que causa problemas antes de nascer".



6. A sequência da abertura é uma obra de gênio: começa mostrando ao redor do laboratório de Doc Brown e a sequência de cenas quase sem palavras perfeitamente configura os temas centrais do filme.

7. Nossa introdução a Marty McFly é também um ícone e de antemão explica por que um garoto anda com um inventor de cabelos brancos e excêntrico.

8. A transição de fatos mostra Hill Valley em toda sua corrida até à glória.

9. Apesar do filme estar inserido grande parte do tempo em um ambiente escolar, nunca vemos qualquer ensinamento real acontecendo, mas o Mr. Strickland é certamente um dos professores mais memoráveis dos filmes. Especialmente tendo em vista que ele parece ser "imortal"...



10. Marty é um personagem perfeito para o público jovem (especialmente o da época). Ele é um rapaz com aspirações e que deseja ter uma banda de rock.

11. Ele namora Jennifer Parker (Claudia Wells), porém, por um golpe de sorte, logo é justificável ele ser um pouco ciumento. Mas Marty também precisava de uma boa razão para voltar, não acha?

12. Por outro lado, ele teria todos os motivos para querer permanecer onde estava. Sua família demonstra bastante porque ele gostaria de melhorar a si próprio e encorajar os outros a fazer isso. Crispin Glover e Lea Thompson, especialmente se destacaram em ambas as épocas.

14. O filme é cheio de detalhes que mostram as diferenças entre as eras, e também as vinculam brilhantemente.

15. Michael J. Fox e Christopher Lloyd fazem um "par" perfeitamente estranho.

16. "Você construiu uma máquina do tempo... a partir de um DeLorean?". Eu já vi muitos carros modificados, mas nada chega perto do DeLorean modificado por Doc - é uma máquina do tempo que me faria gritar em voz alta!



17. Crispin Glover: O homem que é a própria definição de "ator culto" e que teve sua grande chance em "De Volta para o Futuro". A partir daí, passou a esculpir uma carreira brilhante, com uma infinidade de excentricidades fora da tela. Glover é brilhante como George McFly. Ele tornou viva a minha concepção de "herói nerd".



18. Johnny B. Goode: "De onde eu venho, é uma música antiga." Quando Marty olha para a multidão chocada com o som, ele ironiza:
"Eu acho que vocês ainda não estão prontos para isso... mas os seus filhos vão adorar!"



19. A referência a Chuck Berry: o filme sugere que Marty é o responsável por dar a Chuck Berry a inspiração para Johnny B. Goode, o pioneiro do rock n' roll.

20. As sequências: As Partes II e III podem não ser tão boas quanto a original, mas juntas elas formam uma das, se não a maior trilogia de toda a história do cinema. O enredo da "Parte II" é tão complicado que faz seu cérebro doer se você realmente parar pra pensar sobre o que exatamente está acontecendo.





21. A performance de Michael J. Fox: Michael J. Fox é um grande ator. Sem dúvida ele sempre será lembrado por seu desempenho e talento, merecidamente.

22. A definição da Cultura Pop: "Se meus cálculos estiverem corretos, quando chegar a 88 milhas por hora... Veremos algo muito sério." - A primeira cena em que vemos a viagem no tempo do DeLorean e a trilha de chamas que ele faz não é apenas um ícone que atesta a genialidade de Doc. Tudo sobre a cena é reconhecível e define o filme. Esta é uma das cenas mais legais que já vi.



23. Einstein: O cachorrinho de Doc. Ele é incrivelmente adorável. Einstein, assim como quase todos os personagens do filme, tem o seu homólogo em 1955, Copérnico.



24. Ele ganhou um Oscar! Ahn... Ok, foi na categoria "edição de som", mas ganhou!

25. O filme tem uma boa mensagem em seu núcleo: "Se você colocar uma ideia na sua mente, você pode fazer qualquer coisa." - esse é o bordão que inspira Doc e deixa uma impressão duradoura. Ah, e outra coisa - se você viajar no tempo, tente evitar alguma relação com sua mãe.



26. Doc Brown: Doctor Emmett L. Brown deve ser um dos personagens mais queridos do filme. Foi uma das melhores interpretações de Christopher Lloyd que eu já vi - o cabelo estilo Einstein e, claro, sua lista interminável de invenções (que falharam). No entanto, por trás de sua dedicação à ciência, Doc tinha uma amizade tocante com Marty. E não vamos esquecer: este é o homem que inventou um DeLorean que viaja no tempo!



27. Spielberg: Chefe da Universal, na época Sid Sheinberg tinha feito muitas mudanças no script de "Back to the Future", algumas boas, outras muito chocantes. Uma delas era a mudança do título. Ele não acreditava que alguém iria ver um filme com 'futuro' no título. Em um memorando do diretor Robert Zemeckis, Sheinberg teria afirmado que o título deveria ser mudado para 'Spaceman From Pluto ". Felizmente Steven Spielberg interveio e respondeu a Sheinberg em um memorando de sua autoria agradecendo ao executivo por sua "nota de piada", dizendo que todos podem dar um "chute fora"; Sheinberg, supostamente, foi muito orgulhoso para admitir, mas deixou o título. Spielberg é genial.

28. A piadinha de Marty com Darth Vader + Star Trek: "Meu nome é Darth Vader. Eu sou um extraterrestre do planeta Vulcano" - Marty ♥

Bem, eu adoraria ficar e falar mais, porque tem tanta coisa que eu não mencionei e existem muito mais razões que podem ser discutidas em um futuro post.






... mas...

... I'm outatime!

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