- quinta-feira, 28 de outubro de 2010
- quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Razões pelas quais eu amo dinossauros

- sexta-feira, 22 de outubro de 2010
É uma verdade evidente que os dinossauros são algumas das melhores e mais interessantes criaturas que já percorreram este planeta. Algumas pessoas podem preferir mamíferos pré-históricos, ou até mesmo os insetos do Período Carbonífero. Mas vos digo: Dinossauros são melhores.

Por quê? Primeiro, o tamanho. Alguns dinossauros são particularmente grandes. Alguns são especialmente impressionantes quando nos referimos ao tamanho. Do Seismossauro (cujo nome significa "lagarto que faz a terra tremer") com 52 metros de comprimento, ao Espinossauro (que significa "Lagarto espinho") com 17 metros de comprimento, os dinossauros nunca deixam de causar espanto pelo seu tamanho.



Não vamos esquecer dos pequenos, porque afinal a maioria dos dinossauros eram pequenos, e ainda assim não deixam de ser legais. Não apenas o Velociraptor ("ladrão veloz")... O Paquicefalossauro ("lagarto cabeça-dura") é uma prova de que a grandeza pode vir em pacotes pequenos.



A singular "estranheza" desempenha um fator importante na minha paixão por dinossauros. Os dinossauros não se parecem com mais nada que há na Terra, com exceção de alguns que se parecem com pássaros e alguns répteis. O Carnotauro ("touro carnívoro"), por exemplo, tem uma cabeça com chifres e os braços tão curtos que quase não existem. O Therezinossauro possui garras que mais parecem foices. Os Anquilossauros ("lagarto fundido") possuem uma maravilhosa armadura. A verdade é que eu desafio qualquer um a olhar para um Estegossauro ("lagarto telhado") ou qualquer um desses dinossauros e não pensar o quanto eles são magníficos.



E os nomes! Os dinossauros normalmente tem os melhores nomes do léxico científico, e até mesmo os nomes cujo significado tem menos graça, são apimentados com o som puro e exótico do latim. Tyrannosaurus rex, Triceratops horridus, Apatosaurus ajax, ...!



A Ciência responsável pelo estudo dos dinossauros muda constantemente. Faça qualquer declaração sobre qualquer coisa na Paleontologia e as probabilidades são de que isso gerará uma grande repercussão e mudanças na área. "Os dinossauros são escamados...", "Não, espere, alguns têm penas!", "Os dinossauros são lentos...", "Não, eles são tão ativos quanto os mamíferos e as aves."

Mesmo quando os estudiosos pensam que chegaram a uma estrutura básica de um grupo de dinossauros, uma espécie nova surge e joga tudo por água a baixo. Algumas pessoas podem não concordar, mas eu acho isso algo incrivelmente empolgante.

Essas são quatro razões simples que justificam meu amor pelos dinossauros, mas não se resumem só a elas. A verdade é que os dinossauros fazem tudo melhor. Tudo! E isso, amigos, é um fato.
- terça-feira, 19 de outubro de 2010

Hey, Arnold!

- sexta-feira, 15 de outubro de 2010


Ai de mim! Meu sonho se torna realidade.
Arnold, o meu verdadeiro amor, salvando minha honra.
Duelo até a morte.
Meu coração ainda está batendo, silêncio meu descompassado fôlego!


(Qualquer semelhança física comigo há 6 anos é mera coincidência.)

Hey, Arnold!



Helga & Arnold

Hey, Arnold!



Gerald e Arnold

Marte invade a Terra! - A Guerra dos Mundos (1898)

- sábado, 9 de outubro de 2010

Avatar - 2009 (dir. James Cameron)

Avatar - 2009 (dir. James Cameron)

Kirk e Spock - Star Trek

1984 - Nineteen Eighty-Four

Dizem que uma pessoa...


... não consegue se acostumar a nada se for lhe dado tempo suficiente. Mas eu não acho que queira me acostumar a ficar sem você. Eu não quero que a minha memória se torne um eco distante no meu coração. Eu não quero perder os detalhes do seu sorriso em meu cérebro ou substituí-los por novos sorrisos.

Afinal, o que é Inteligência?

- sexta-feira, 8 de outubro de 2010




Uma vez (já faz algum tempo), me sugeriram escrever sobre uma temática que causa muitas controvérsias hoje em dia. "Afinal, o que é inteligência pra você?"

Irei descrever uma parte da conversa:

[ADAPTADO] Matheus:

A questão que eu coloquei é a seguinte... Você considera um cão um ser inteligente? Parti para falar de comportamentos de insetos: um exemplo clássico é da construção das colmeias. O hexágono é a forma ideal para volume, mas um matemático descobriu que as abelhas não faziam um casamento perfeito do fundo de cada casa... Alguns anos depois descobriram que o matemático estava errado (é citado num dos livros de Malba Tahan). Esse é um comportamento construído do instinto... mas não descarta uma inteligência....
Daí você volta para os seres humanos: Que princípios definem o ser humano como inteligente? Adaptação ao meio? Não necessariamente... Dado o devido tempo, toda espécie se adapta. São as artes e lazer (o ócio)? Também não... Várias espécies se beneficiam do tempo livre. Reconhecimento de si? Também não... Um ponto em comum da definição de inteligência que vejo é ser capaz de criar abstrações... e o exemplo mais comum disso é a matemática (vide o filme/livro: Contato). No entanto, isso é o mínimo.. várias espécies são capazes de realizar contagem... Talvez então seja nossa capacidade de comunicação? Mas espécies de macacos são capazes de manter uma tradição oral (o que foi o princípio da humanidade). É a capacidade de registro então? A escrita é a pedra fundamental da inteligência? E se uma espécie fosse capaz de se desenvolver sendo capaz de se comunicar por um ether? Se a necessidade do meio escrito não fosse necessário porque cada ser sabe o que o outro pensa? (P.S.: isso foi antes de Avatar... pra deixar claro) Como tal sociedade inteligente se desenvolveria?



Essa conversa me rendeu horas e horas de reflexão. Até então, eu não havia pensado em inteligência sob esse ângulo de raciocínio.

O que era inteligência para mim?

Sou um ser racional.


Certo, isso me define como "ser inteligente"? Ora, inteligência é um termo difícil de definir, e isso pode significar muitas coisas para diferentes pessoas. Na verdade, esse termo tem dividido a comunidade científica durante décadas e ainda existem controvérsias com relação à sua definição exata e a sua forma de medição.

No sentido popular e convencional, a inteligência é definida como "a capacidade mental geral para aprender e aplicar o conhecimento e para manipular o seu ambiente, bem como a capacidade de raciocinar e ter pensamento abstrato". Outras definições de inteligência incluem adaptação a um novo ambiente ou a mudanças no ambiente atual, a capacidade de avaliar e julgar, a capacidade de compreender ideias complexas, a capacidade de pensamento original e produtivo, a capacidade de aprender rápido e aprender com a experiência e até mesmo a capacidade de compreender as relações. Seria uma definição razoável. Mas creio que vai muito além.

A capacidade de interagir com o ambiente e superar seus desafios é muitas vezes vista como um sinal de inteligência. Neste caso, o ambiente não se refere apenas a uma paisagem física (por exemplo montanhas, florestas, deserto) ou ao ambiente (por exemplo, escola, trabalho, casa), mas também se refere às relações sociais de uma pessoa, como colegas, amigos e família - ou mesmo pessoas que você não conhece. Um tipo alternativo de inteligência frequentemente mencionado na mídia popular é a "inteligência emocional". Ela refere-se à capacidade do indivíduo de entender e estar ciente das suas próprias emoções, bem como as emoções das pessoas ao seu redor. Esta capacidade permite-lhe lidar com as interações sociais e ter um melhor relacionamento.

Einstein disse: "Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento".

Sócrates disse: "Eu sei que sou inteligente, porque sei que nada sei".


Durante séculos, os filósofos têm tentado identificar a verdadeira medida da inteligência. Mais recentemente, neurocientistas têm entrado no debate, em busca de respostas sobre a inteligência em uma perspectiva científica: o que torna alguns cérebros mais inteligentes do que outros? São pessoas inteligentes aquelas que melhor possuem armazenamento e recuperação de memórias? Ou talvez sejam aquelas que seus neurônios tem mais conexões que lhes permitem combinar criativamente ideias diferentes?

Como é que a queima de neurônios microscópica levou as centelhas da inspiração para a criação da bomba atômica? Ou todo aquele pensamento fantástico de Oscar Wilde?

Cientistas insatisfeitos com a ideia tradicional de uma única inteligência postularam teorias alternativas, como a ideia de "inteligências múltiplas" - isto é, a inteligência é o resultado de várias capacidades independentes que se combinam para contribuir para o desempenho total de um indivíduo.

Certo. Habilidade de resolver problemas... Rapidez mental... Conhecimentos gerais... Criatividade... Raciocínio abstrato... Memória... Tudo isso faz parte do que seria "Inteligência". A inteligência seria um termo genérico que tem por objetivo abranger uma variedade de habilidades mentais que estariam relacionadas entre si. Razoável?

Sob esse contexto, a inteligência pode ser dividida em oito componentes distintos: lógica, orientação espacial, linguística, interpessoal, naturalista, cinestésica, musical e intrapessoal.

Embora haja uma série de métodos diferentes para medir a inteligência, o método padrão e mais amplamente aceito é através da medição do "quociente de inteligência" de uma pessoa ou simplesmente QI, baseado em uma série de testes que avaliam diferentes tipos de habilidades tais como matemática, espacial, lógica, verbal e memória. Logo, do ponto de vista de inteligências mútiplas, o teste do QI é falho.

No contexto educacional, a inteligência de uma pessoa é muitas vezes sinônimo de seu desempenho acadêmico, mas isso não é necessariamente correto. Certamente, a capacidade de uma pessoa que pensa analiticamente e usa seu conhecimento e experiência é muitas vezes mais importante do que sua capacidade de comandar um grande número de fatos. Note também que a palavra inteligência vem do latim "intellegere", que significa "entender" - no entanto, a capacidade de entender poderia ser considerada diferente de ser "inteligente" - a habilidade de se adaptar e ser "inteligente" - a capacidade de se adaptar de forma criativa.

O que significa ser altamente evoluído?

Por que os seres humanos são considerados vertebrados mais "superiores" que os outros animais?

Até agora só vimos definições de inteligência no que diz respeito às qualidades humanas. Assim, tendemos a considerarmos como a espécie mais inteligente. No entanto, isso é realmente verdade absoluta? Os seres humanos tendem a ignorar qualquer informação que seja um pouco diferente da nossa. Nós aceitamos de bom grado a ideia de inteligência em uma forma de vida só se a inteligência exibida nesta tiver a mesma onda evolutiva quando comparada à nossa própria. Então, isso indica inteligência. Ausência de tecnologia também é um fator que se traduz como uma ausência de inteligência para a maioria de nós.

Certo... Pensamento limitado este. Não há nenhuma base certa para o pressuposto de que toda inteligência é a inteligência que seja como a humana. De fato, existem tendências inegáveis, tais como cérebros grandes em mamíferos e neocórtices maiores em primatas, mas a generalização de tais correlações não podem ser feitas sempre.

Como, então, podemos realmente comparar a inteligência de um crocodilo com a de uma baleia ou a de um ser humano?

Evolutivamente falando, os cientistas concordam que os organismos tornaram seus comportamentos mais complexos. Alguns argumentam que isto está correlacionado com o tamanho do cérebro ter aumentado com o tempo. Mudanças no cérebro podem ter ocorrido em estruturas específicas, por exemplo, o neocórtex, e não simplesmente no tamanho total do cérebro.

Outro método para observar tendências de evolução é olhar para os componentes do cérebro humano (como um exemplo de um cérebro altamente "evoluído" e "inteligente" dentre as espécies) e traçar a função evolutiva. Por exemplo, podemos compará-lo primeiro com um cérebro de um réptil (um exemplo de um organismo menos "inteligente").

O próximo componente do cérebro humano para se explorar é o sistema límbico. Alguns cientistas se referem a isso como o "cérebro paleomamífero". Em outras palavras, essa parte do cérebro que corresponde ao cérebro do mais "primitivo" dos mamíferos. A função do sistema predominante é a emoção, o instinto, a fome, a luta/fuga, a memória de entrada, a sensorial e o comportamento sexual.

Por fim, o neocórtex que é tido como sendo a parte superior ("neomammalian") do cérebro, que compõe a maior parte dos hemisférios cerebrais. As espécies que são consideradas altamente inteligentes, como os humanos e os golfinhos, tendem a ter neocórtices grandes. Essa estrutura é responsável pelas funções cognitivas mais elevadas e está associada com a maior complexidade comportamental. Embora todos os mamíferos tenham um neocórtex, alguns (por exemplo: um rato) tem menos do que outros (por exemplo: um ser humano). Curiosamente, um rato cujo córtex foi altamente lesado pode agir de uma forma relativamente normal, enquanto um ser humano sem um córtex em sua totalidade, não "funciona".

Concluindo: A inteligência parece-me ser relativa, a medida em que evolui para atender as necessidades de determinadas espécies.

Evolução!

- quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Nada como muito amor...

- sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Outro dia que passa



Outro dia que passa.
A vida continua.

O mundo continua girando
E não importa quão grande ou quão terrível o seu dia foi
O sol irá se por e nascer novamente, como todos os dias.

Pessoas irão dormir,
Pessoas irão morrer,
Pessoas irão nascer.

A vida continua
E você é apenas um pedaço minúsculo
Da grande história do universo.

Seja lá quais forem seus problemas,
Eles não irão durar para sempre.
Tudo o que você está preocupado
Acabará passando.

Nada dura para sempre.

Outro dia que passa.

A vida continua.
E o mundo continua girando.

A internet estaria nos deixando burros?

Estava lendo um post no "Blog do Mestre Chassot", em que ele apresenta um tema bastante polêmico: "A internet estaria nos deixando burros?". No seu post, ele cita o lançamento do livro de Nicholas Carr, "The Shallows - What the Internet is Doing to Our Brains" (No Raso - O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros"), que será lançado no Brasil pela Editora Agir.



Confesso que estava pensando sobre isso um dia desses. A internet se tornou uma benção para mim. Uma pesquisa que antes me exigia horas e horas nas estantes de bibliotecas, agora pode ser feita em minutos. Está com dúvida em algo? Ora, Google it. Em qualquer lugar podemos estar conectados. A informação chega de instante em instante. Sempre estou lendo notícias via internet, assistindo vídeos, lendo os feeds de blogs e sites de entretenimento, ouvindo podcasts, etc. Para mim, assim como para muitas outras pessoas, a internet se tornou um meio universal para a canalização da informação, que flui através dos nossos olhos, ouvidos e mentes. Ela fornece material informativo, mas também molda de maneira diferente o nosso processo de pensamento.

A leitura não é uma habilidade instintiva dos seres humanos, certo? Não está gravada em nossos genes. Temos que ensinar e exercitar nossas mentes a traduzir os diversos símbolos que vemos. A mídia e outras tecnologias que usamos ajudam na prática da arte da leitura e desempenham um papel importante na formação dos circuitos neurais dentro de nossos cérebros. Os experimentos demonstram que os leitores de ideogramas, como o chinês, desenvolvem um circuito mental para a leitura que é muito diferente da encontrada nos circuitos mentais de nós, cuja linguagem escrita emprega um alfabeto. As variações se estendem por várias regiões do cérebro, incluindo aqueles que governam funções cognitivas essenciais como a memória e a interpretação dos estímulos visuais e auditivos. Obviamente, podemos esperar que os circuitos construídos pelo uso da internet são diferentes daqueles que são construídos com a leitura de livros e outros impressos.

É revelador e angustiante comparar os efeitos cognitivos da Internet com os de uma tecnologia da informação anterior, como o livro impresso, por exemplo. Considerando que a Internet espalha a nossa atenção e o livro, a concentra. Ao contrário da tela, a página promove contemplação.

Os links são uma ótima conveniência, como todos nós sabemos. Mas eles também são distrações. Às vezes, eles são fontes de distrações grandes. Agora, você provavelmente está feliz porque você tem os vastos recursos de toda a internet ao seu alcance. É um sentimento de poder, não é? Todas as informações e todo o conteúdo? Novos estudos revelam que as pessoas que se habituam com a leitura de hipertextos, aprendem menos.

Não deveríamos nos sentir assim tão bem com isso, afirma o escritor Nicholas Carr, em seu artigo para o The Atlantic Monthly, com o provocativo título "Is Google Making Us Stupid?" (Google está nos tornando burros?). Carr diz que, enquanto a Internet nos permite obter muita informação com muita rapidez, também nos incentiva a não olhar para ela com olhar crítico e pensativo. Na verdade, argumenta Carr, quando cedemos aos impulsos naturais para clicar em um link, ao invés de ler e pensar, a internet pode realmente nos fazer um serviço reverso: Reduz a abrangência da nossa atenção e até mesmo inibe a nossa capacidade de ler livros mais longos e artigos.

Ele diz que a Internet está realmente começando a mudar a nossa maneira de pensar. "Isso torna mais difícil, mesmo quando estamos off-line para ler livros", diz ele. Não é só do Google que Carr está falando, mas sim de toda a estrutura e natureza da internet.

Carr nos conta uma história: Em 1882, Friedrich Nietzsche comprou uma máquina de escrever. Ele estava com sua visão comprometida e tinha fortes dores de cabeça. Manter seus olhos focados em uma página havia se tornado algo exaustivo e doloroso. Ele foi forçado a reduzir sua escrita, e temia que ele logo teria que desistir. A máquina de escrever o salvou. Pelo menos por um tempo, uma vez que ele tinha dominado digitação, ele foi capaz de escrever com os olhos fechados, usando apenas as pontas dos dedos. Mas a máquina de escrever teve um efeito ainda mais sutil em seu trabalho. Um dos amigos de Nietzsche, notou uma mudança no estilo de sua escrita. Seus textos concisos haviam se tornado ainda mais curtos. (Recomendo o livro ou filme homônimo "Quando Nietzsche Chorou")

Assim como a chegada da imprensa de Gutenberg ajudou a tornar a leitura universal, inaugurando enormes revoluções sociais, Carr diz que a Internet está produzindo uma revolução própria, que vem mais uma vez para mudar toda nossa estrutura. Embora grande parte da revolução seja positiva, ele acha que nós devemos estar cientes de que poderá haver algumas baixas, incluindo a leitura prolongada e tempo para a contemplação.

A Internet está realmente remoldando nossos cérebros?

Claro, tudo o que fazemos remolda nossos cérebros. É assim que nosso cérebro funciona. É assim que aprendemos, através da experiência e da repetição, que é esculpida ao longo do tempo. Com a Internet não é diferente.

Leitura na Internet não é a mesma experiência de ler um livro, não há dúvida sobre isso. E eu concordo com Carr que é mais fácil se perder em um livro do que quando lemos em uma tela, mas eu o acho um tanto radical em suas colocações.

Poderia minha perda de foco ser o resultado de todo o tempo que eu gasto on-line? O quadro que emerge é preocupante, pelo menos para quem valoriza a sutileza, ao invés de apenas a velocidade, do pensamento humano. Quando somos constantemente distraídos e interrompidos, nossos cérebros não conseguem forjar as conexões neurais fortemente e expansivamente, que é o que dá especificidade e profundidade ao nosso pensamento. Nossos pensamentos se transformam em separado e nossas memórias ficam fracas.

Nem todas as distrações são ruins. Como a maioria de nós sabemos, se nos concentrarmos muito intensamente em um problema difícil, podemos ficar presos a uma rotina mental. Mas se deixarmos o problema ficar sozinho por um tempo, muitas vezes voltamos a ele com uma nova perspectiva e uma explosão de criatividade, quem sabe até mesmo com a solução. A distração constante que a internet incentiva é muito diferente do tipo de desvio temporário ou proposital da nossa mente, que refresca o pensamento.

A capacidade de digitalizar e ver uma informação é tão importante quanto a habilidade de ler e pensar, mas este não pode torna-se o nosso modo de pensamento e aprendizagem dominante.

Livros são muito importantes, assim como outros meios impressos. Mas, a internet também é muito importante, bem como a informação (útil) que ela nos oferece. Porém, devemos ter cuidado em relação ao que estamos fazendo com a nossa vida intelectual e até mesmo a nossa cultura.

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