Bichinhos de Jardim X Star Wars

- segunda-feira, 29 de junho de 2009

O fotógrafo, autor e ilustrador canadense Chris McVeigh começou a fotografar em 2007, quando, convencido por um amigo, comprou uma boa câmera digital. McVeigh fez uso do humor e de figuras da série de filmes Guerra nas Estrelas para montar cenas irônicas, algumas envolvendo esquilos do jardim da casa dele, em Halifax, Nova Scotia.
McVeigh usa amêndoas para atrair os bichinhos, que permitem que ele os fotografe "contracenando" com stormtroopers - soldados fiéis ao vilão Darth Vader - feitos de peças de Lego. O fotógrafo afirma não usar nenhum tipo de programa para manusear as imagens feitas com os esquilos.

(Adaptado de: BBC)

Estou mesmo no lugar que suponho estar?

- sexta-feira, 26 de junho de 2009

Às vezes me pergunto sobre as coisas à minha volta. Às vezes, pergunto sobre as pessoas ao meu redor. Pergunto-me que parte da minha vida é real e que parte é uma ilusão. Às vezes pergunto-me se estou vivendo a vida que eu deveria estar vivendo neste ponto em que me encontro. Pergunto-me se os erros que cometi no meu passado fizeram-me mais forte ou se eles me fizeram ter ainda mais medo de mudar. Minha mente é um lugar muito estranho, mas gosto do que sou capaz de imaginar ou pensar.

Não estou louca - ou estaria?. Acho que é por isso que em alguns dias estou muito confiante e outras vezes me agacho num cantinho da minha mente. Mas enfim, como todos neste mundo, eu sei que eu não sou perfeita. No entanto, muitas das "pecinhas da vida" ajudaram a tornar quem eu sou. Vivo em uma bolha, em sua maior parte. De vez em quando eu volto a examinar a bolha e fazer alguns ajustes. Agradeço por ter nascido para esta vida, para este corpo...


O mundo está em um estado de agitação. Muitas pessoas morrem por dia, sem razão aparente - a não ser a de "estarem no lugar errado na hora errada". Acho difícil de compreender.

Minha vida é uma longa nota de músicas randômicas - isso é o que tem estado na linha do meu pensamento ultimamente.

Viagem ao Centro da Terra

- segunda-feira, 22 de junho de 2009

O desconhecido sempre inquietou o homem que, em busca de respostas, imaginou coisas que mais tarde se tornariam reais. Estava me recordando do livro "Viagem ao Centro da Terra" de Júlio Verne... Júlio Verne foi um desses homens inquietos que com sua notável imaginação criadora permitiu-lhe antever muitas invenções científicas. Esse livro narra as aventuras do professor Lidenbrock e de seu sobrinho Áxel, que fazem uma fantástica viagem ao centro de nosso planeta.

A história começa pelo relato do que acontece antes da incrível viagem. O professor Lidenbrock tem duas grandes paixões, a mineralogia e os livros, principalmente os antigos, e mora com seu sobrinho Áxel numa pequena casa, num velho bairro de Hamburgo, Escócia. Um dia, ele compra um livro antigo, que fala de príncipes noruegueses, e, ao folheá-lo, faz desprender dele um pergaminho escrito em rúnico, antigo alfabeto germânico. De autoria do sábio islandês Arne Saknussemm, aquela escrita constitui um criptograma, o que desperta a curiosidade do professor. Depois de muito estudo, é Áxel quem acaba decifrando o criptograma. O professor tem então uma idéia mirabolante e quer a participação do sobrinho. Áxel hesita, mas acaba aceitando o convite do tio para o fascinante desafio: tentar chegar ao centro da Terra seguindo o relato de um cientista do século XII.

Dirigem-se então, ao vulcão adormecido Sneffels, na Islândia, no polo Norte, onde se iniciaria a expedição. Ali, contratam João, um guia local, e partem para o desconhecido. Depois de muitas aventuras, eles se defrontam com um grande mar dentro da Terra e decidem conhecer a outra margem, usando uma jangada que eles mesmos constroem. Eis abaixo dois trechos que eu mais gosto desse livro:

Os peixes antediluvianos

Por volta do meio-dia toda a terra saíra de vista e agora imensas algas boiavam à superfície. Embora fossem gigantescas, não chegavam a entravar consideravelmente nossa marcha. Após o jantar deitei-me ao pé do mastro e não tardei a adormecer.
Desde a partida do porto de Grauben, meu tio me encarrega do Diário de Bordo, no qual eu devia anotar as mínimas observações, registrar os fenômenos interessantes, os incidentes da nossa estranha navegação. Eis, a seguir, os registros que considero mais importantes:

SEXTA-FEIRA, 14 DE AGOSTO - Brisa do noroeste. A jangada avança rapidamente e em linha reta. Nada de horizonte. A intensidade da luz é invariável.
Ao meio-dia, João lança o anzol às águas, usando como isca um pedaço de carne. Durante horas nada apanha. Depois, a linha se agita. Puxa a corda.
- Um peixe! - exclama tio Lidenbrock.
- Um esturjão! - digo eu.
Meu tio discorda. O peixe tem a cabeça arredondada e a parte anterior do corpo recoberta de placas ósseas. A boca não tem dentes.
- Este peixe pertence a uma família extinta há séculos - diz meu tio. - Dele só se encontraram restos fósseis em territórios devonianos.
- Então apanhamos um exemplar antediluviano?
- Sem dúvida. Veja, ele é cego.
- Como?
- Sim, não tem o órgão da visão.
A princípio pensei que se tratasse de um caso particular. Mas nas horas seguintes João pescou vários peixes - alguns eram de famílias diferentes - e nenhum deles possuía olhos.
[...]

Um combate de monstros

SÁBADO, 15 DE AGOSTO - O mar continua monótono. Não há qualquer indício de terra. [...] Noto que o professor parece preocupado e faço-lhe perguntas.
- Não estou preocupado, mas impaciente.
- Mas andamos tão depressa...
- É que não estamos descendo. Tudo isto é tempo perdido. Nem ao menos sei se estamos seguindo o caminho de Saknussemm... Tenho um objetivo e o que me importa é atingi-lo o mais breve possível. [...]

DOMINGO, 16 DE AGOSTO - O mar parece infinito. Talvez seja tão grande quanto o Mediterrâneo. Talvez tenha a largura do Atlântico. Meu tio sonda a profundidade, com uma picareta amarrada à ponta de uma corda de 200 braças. Não encontra o fundo. Quando a picareta é recolhida, João aponta para as fortes marcas em sua superfície.
- Dentes! - exclamo com estupefação.
Mandíbulas de força prodigiosa para deixar aquelas marcas no aço. [...]

SEGUNDA-FEIRA, 17 DE AGOSTO - Durante horas, fico a pensar nos animais antediluvianos da era secundária. Eram répteis. Gigantescos. Estarei destinado, eu, um homem do século XIX, a encontrar-me face a face com um desses monstros? Não é possível. A Geologia nos mostra que eles desapareceram há milhares de anos. Contudo, ali estão as marcas de dentes na picareta. E são cônicas, como as do crocodilo.

TERÇA-FEIRA, 18 DE AGOSTO - Adormeço por volta das sete horas da noite, embora esteja claro como sempre. Desperto duas horas mais tarde, com um abalo espantoso. A jangada acaba de ser erguida acima das ondas e atirada a mais de dez metros de distância.
- Que foi?
João aponta, a 400 metros de distância, uma enorme massa negra que aparece e reaparece a espaços regulares.
- É um golfinho gigantesco!
- Sim - diz meu tio. - E veja aquele enorme lagarto!
- Um crocodilo monstruoso! Ah, desapareceu!
Estamos atônitos em presença daquele verdadeiro rebanho de monstros. João quer manobrar, fugir àquela vizinhaça perigosa, mas percebe que estamos cercados. Aproximam-se. Além do crocodilo e do golfinho, aparecem agora uma espécie de baleia, uma grande tartaruga e um pouco adiante laçam-se um contra o outro.
- Não eram muitos - diz meu tio. - Eram apenas dois. É que um deles tem nariz de golfinho, cabeça de lagarto e dentes de crocodilo. É um ictiossauro, o mais temível dos répteis antediluvianos.
- E o outro?
- É o plesiossauro, uma serpente escondida na carapaça é indescritível. Levantam montanhas líquidas que ameaçam submergir a nossa embarcação. De repente os dois desaparecem, abrindo verdadeiro abismo nas águas. Depois de vários minutos, a cabeça do plesiossauro reaparece. O monstro acha-se mortalmente ferido. O longo pescoço se agita como um gigantesco chicote, esguichando água a distância. Mas logo a agonia termina, os movimentos se aplacam e a enorme serpente se estende sobre as ondas calmas.

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*

Quem foi Júlio Verne?

Júlio Verne (1828-1905) é tido como o escritor francês mais traduzido. Considerado um dos pioneiros da ficção científica, notabilizou-se pela capacidade de antecipar na ficção as transformações que a tecnologia tornaria possíveis no mundo moderno. Estudou geologia, engenharia, astronomia e, em 1863, publicou seu primeiro romance, Cinco semanas em um balão. A mistura de aventura e especulação futurística resultou numa obra irresistível, na qual se destacam os romances Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1864), 20 mil Léguas Submarinas (1870) e A Volta ao Mundo em 80 Dias (1873).

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*

Se você é como eu, fissurado(a) em ficção científica, recomendo altamente as obras de Júlio Verne.

O amor é como o pi...

- sexta-feira, 19 de junho de 2009
by andrew le

"O amor é como o pi... Natural, Irracional e muito importante."
;~~

(*Clique na imagem para ampliar*)

UFO salvando o planeta Terra?

- terça-feira, 16 de junho de 2009

Teria sido acidente um UFO deliberadamente colidir com um meteoro para salvar a Terra há cerca de 100 anos atrás? Isso é o que um cientista russo está contestando.

Dr. Yuri Labvin, presidente da "Tunguska Spatial Phenomenon Foundation", insiste que uma nave alienígena sacrificou-se para evitar que um gigantesco meteoro atingisse o planeta acima da Sibéria, em 30 de junho de 1908.
O resultado foi uma enorme explosão, estimada em 15 megatoneladas que atingiram 80 milhões de árvores durante cerca de 100 milhas quadradas. Testemunhas oculares relataram uma luz brilhante e uma enorme onda de choque, mas o local era inabitado e ninguém foi morto.
A maioria dos cientistas acham que a explosão foi causada porque o meteorito explodiu várias milhas acima da superfície. Mas Labvin falou da existência de quartzo com marcações estranhas encontradas no local que provavelmente são remanescentes de um painel de controle "estrangeiro", que caiu no chão após o UFO colidir na rocha gigante.
"Nós não temos quaisquer tecnologias capazes de imprimir estes tipos de desenhos em cristais," disse Labvin ao Macedonian International News Agency. "Encontramos também silicato de ferro que não pode ser produzido em qualquer lugar, exceto no espaço."

(Adaptado de FoxNews.com)

Dia dos Namorados *Científico*

- quarta-feira, 10 de junho de 2009
Sexta-feira é o Dia dos Namorados, um dia em que se costuma dar cartões ou presentes para o ser amado. Os seguintes cartões foram genialmente feitos pela Ironic Sans para homenagear os casais de um grupo diferente de pessoas: os cientistas (ou nerds?)...


Carl Sagan - I'm Sagan ("say again") All my love for you:


Marie Curie - We've got great chemistry:


Charles Darwin - I select you. Naturally! :


Albert Einstein - I = LUV u


Isaac Newton: I Fall for you:



Para ampliar os cartões *clique* nas imagens. ^.^

E o horror foi chamado... Frankenstein!

- sábado, 6 de junho de 2009

O que é o mundo? Por que existimos? De onde viemos? Para onde vamos? Essas são algumas questões que sempre desafiaram o desejo do ser humano de conhecer e explicar o universo. Às vezes, na busca do desconhecido, os cientistas esbarram em certas fronteiras praticamente intransponíveis, como os limites entre a vida e morte.

A seguir, dois fragmentos de "Frankenstein", uma das obras mais importantes da literatura universal. Foi publicada em 1818 por Mary Shelley. A obra conta a história do estudante de química e biologia Victor Frankenstein, que, fazendo pesquisas numa universidade alemã, buscava respostas para a seguinte questão: "De onde vem o princípio da vida?". Em suas investigações, o cientista consegue não apenas responder a essa pergunta, mas também realizar a façanha impossível: restituir a vida à matéria morta.
Assim, para pôr em prática suas descobertas, ele decide criar um ser humano de 2,5 m de altura. Durante dois anos, trabalha incansavelmente no projeto, chegando a profanar túmulos a fim de colher material. Finalmente, uma noite, ao concluir seu trabalho, Victor pôde ver sua criatura em pé, com vida. Não resistindo à emoção, desmaia, e a criatura desaparece. Meses depois, recebe a notícia de seus familiares, que viviam em Genebra, de que William, seu irmão caçula, tinha sido assassinado a beira do lago de Genebra.
O cientista vai para Genebra, onde, nas imediações do lado, avista a criatura, que vem a seu encontro. Victor deduz que a criatura era o responsável pela morte do irmão.

Frankenstein

Ele se aproximou. Sua cara era um misto de angústia e maldade, por trás de uma feiúra quase intolerável para os olhos humanos. Quando se aproximou a poucos metros, não me contive:
"Demônio! Como ousa aproximar-se de mim? Para pagar pelo crime, sua miserável existência teria que ser destruída mil vezes!".
E então, para minha indescritível surpresa, o demônio falou!
"Eu esperava essa reação", ele disse, com voz rouca, mas firme e afinada. "Os homens odeiam os desgraçados, logo devo ser odiado. E devo sê-lo mais do que todos, por ser o mais desgraçados de todos os seres vivos. Até por você, meu criador: que está ligado à sua criatura por laços que só se dissolverão pelo aniquilamento de um de nós."
Refeito do susto de ouvi-lo falar - e de forma tão diabolicamente articulada -, atirei-me sobre ele, carregado de toda ânsia de vingança de que era capaz. Mas ele se desviou com grande facilidade e continuou a falar:
"Tenha calma. Não tente de novo. Sou muito maior, mais forte e mais resistente - você me fez assim. A vida pode ser apenas uma sucessão tristezas, mas eu a prezo e pretendo defendê-la. Quero apenas que me ouça. Lembre-se: sou uma criatura. Eu poderia ter sido seu Adão. Mas, em vez disso, sou apenas um anjo caído, expulso de um paraíso onde reina a felicidade. E por quê? Pelo aspecto repulsivo com que você me criou".
"Monstro! Assassino!", berrei. "Não o criei para provocar a morte e a destruição!"
"Já fui benevolente e bom", ele respondeu. "Minha alma transbordava de amor. Mas a intolerância me ensinou a odiar. Faça-me feliz e eu voltarei a ser virtuoso."
"Virtuoso!", eu ri histericamente. "Como pode um assassino falar de amor e virtude?"
"Se meu próprio criador me abomina", disse o monstro, "o que posso esperar dos outros? Todos me enxotam e me odeiam. As escarpas são o meu refúgio. Meu lar são as cavernas de gelo, em que o homem não ousa penetrar. E, para mim, as tempestades de neve são mais amigas do que qualquer humano. Se a humanidade soubesse de minha existência, faria como você: se armaria para destruir-me."
Enquanto ele falava, eu mal podia olhá-lo. Ele percebeu a minha repulsa.
"Compete a você livrar-se para sempre dessa visão que tanto o repugna", ele continuou. "Ouça a minha história. Então você decidirá. De sua decisão depende o meu destino. Se decidir como espero, deixarei para sempre a companhia dos homens e nunca mais se ouvirá falar de mim. Caso contrário, eu me tornarei o flagelo de todos os seus semelhantes [...]."

*****************************************
A criatura conta ao cientista tudo o que fez depois de fugir do laboratório: como aprendeu a comer, a se proteger e como foram os seus primeiros contatos com seres humanos. Durante meses esteve escondido num chiqueiro de uma propriedade, de onde, por uma fresta, conseguia ver os movimentos de uma família no interior da casa principal e com eles aprendeu a falar e até ler.
A seguir, a criatura resolve entrar na casa e se apresentar àqueles que considerava sua família.
*****************************************

"Com a chegada do inverno, decidi que era a hora de mostrar-me a meus amigos. Mas não a todos de uma vez. Deveria aproveitar um momento em que o velho estivesse a sós. Tornara-me sagaz o suficiente para planejar aquela estratégia: sendo cego, ele não tomaria conhecimento da minha anormalidade e poderia julgar-me por minhas outras qualidades. Se conquistasse a boa vontade daquele querido pai, isso influenciaria seus filhos ao meu favor.
Num fim de tarde, Felix, Safie e Agatha saíram para um passeio pelo campo. O velho, por sua vontade, ficou sozinho na cabana. Meu coração bateu mais depressa. Era a hora da decisão. Sem pensar mais, deixei o chiqueiro e bati à sua porta.
Ele mandou entrar e perguntou quem eu era. Disse-lhe que era um andarilho em busca de alguns minutos de repouso. Ele observou que pela minha maneira de falar, eu deveria ser francês. Contei-lhe que não exatamente, mas que fora educado por uma família francesa e que esta era minha única língua. Disse-lhe também que estava justamente em busca dessa família, já que, não tendo nenhum parente ou amigo no mundo, eram as únicas pessoas que poderiam me confortar. O problema - acrescentei, sem conseguir disfarçar a tristeza na voz - era que não me conheciam e nunca tinham me visto. E quando me vissem, talvez me julgassem pela minha aparência.
Aquele esplêndido homem estranhou o que eu dizia, mas procurou animar-me. Disse que, de fato, muitas pessoas se deixam levar por preconceitos, mas que o mundo dispõe também de criaturas cujos olhos não se deixam turvar por essas nuvens.
Respondi-lhe que sabia disso e que julgava ser assim essa família. Mas que, apesar de nuca ter feito mal a alguém e vir observando essa família há algum tempo, temia ser por ela considerado um monstro detestável.
Voltando lentamente seus olhos vazios em minha direção, ele perguntou como se chamava essa família e onde morava. Estaquei. E, então, nesse instante decisivo para minha futura felicidade ou desgraça, descontrolei-me.
Comecei a chorar e atirei-me aos seus pés, abraçando-me às suas pernas. Ele se assustou e perguntou: "Meu Deus! Quem é você?". No exato momento em que se dava aquela cena patética, Felix, Safie e Agatha entraram na cabana.
"Por favor, salve-me! O senhor e seus filhos são a família a que me refiro!" - era o que eu gritava, em soluços, quando eles me viram. Mas, na confusão, o velho já não me ouvia.
Agatha desmaiou. Safie saiu correndo pela porta. E Felix, com força sobrenatural, arrancou-me das pernas do seu pai. Enquanto eu o encarava com ar de súplica, ele apanhou um porrete e o vibrou sobre mim [...] e fugi correndo para a floresta.

Maldito, maldito criador! Por que me fez viver! E por que continuei vivendo, depois de ver frustada minha esperança? Meus sentimentos agora eram apenas de ódio e de vingança."
[...]

** Quem foi Mary Shelley? **

Mary Shelley (1797-1851) nasceu em Londres e aos 17 anos, conheceu o grande poeta Shelley, então com 22 anos, e se apaixonaram. Shelley era casado, e ele e Mary fugiram para a Suíça.
A obra Frankenstein nasceu de um pacto entre Mary, Shelley e o amigo dele, o poeta Lord Byron. Numa noite de inverno nos Alpes, Byron propôs que cada um escrevesse uma história de terror. Mary foi a única que cumpriu o pacto. Tinha entao, apenas 17 anos. Dois anos depois, a obra foi publicada.

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*

Horrorizado diante das atrocidades cometidas por sua criatura, feita a partir de membros roubados de cadáveres, o cientista que o criou diz, no capítulo 4: "Aprenda comigo, se não pelos ensinamentos, ao menos pelo meu exemplo, como é perigoso adquirir conhecimento. O homem que acredita que sua cidade natal é o mundo tem mais chances de ser feliz do que aquele que aspira a tornar-se maior do que a sua natureza lhe permite."
É claro que a ciência produziu inestimáveis avanços para a humanidade, muitas vezes desafiando proibições impostas pelas religiões ou por superstições. Por outro lado, as histórias dos monstros criados pelo ser humano são uma excelente reflexão de como a capacidade criativa da humanidade - que gera tanto a cura de doenças fatais quanto vírus para serem usados em guerras -, sem parâmetros éticos, pode voltar-se contra nós.


** Adaptação para o cinema: Frankenstein (1931), A noiva de Frankenstein (1935) e a mais recente Frankenstein de Mary Shelley (1994). **

Estrelas que brilham no escuro

- sexta-feira, 5 de junho de 2009


Lembro que eu caminhava aleatoriamente em uma loja e um dia as vi... as estrelinhas que "brilham no escuro". Então eu as comprei a fim de colocar todas no teto do meu quarto. Sempre que eu ia apagar a luz, eu ia com muita ansiedade me jogar na cama e olhar para cima, daí sonhava que eu estava em algum lugar, nas nuvens ... vivendo entre as estrelas. Ahhhh, êxtase! Eu acho que foi a minha maneira de escapar do fato de que eu estava crescendo.
Não sei porquê ... mas de repente eu sinto a necessidade de ir para fora e procurar por "estrelinhas que brilham no escuro".... Acho que ainda não me acostumei com o fato de ser um adulto, ou algo parecido...


Top 10 - Os maiores vilões de histórias em quadrinhos de todos os tempos

- segunda-feira, 1 de junho de 2009
O site IGN.com fez uma seleção dos 100 maiores vilões de histórias em quadrinhos. A seguir apresento os 10 maiores vilões dessa lista:

10. Kingpin



Wilson Fisk não tem poderes. Ele não tem uma imensa influência mundial quando comparado a alguns dos seus rivais. Mas o Kingpin é do crime, ele é realista. Fisk cresceu pobre. Ele conseguiu se tornar o rei do crime em Nova York com um punho de ferro. Perdeu vários familiares devido às suas ligações com o passar dos anos, e estes trágicos acontecimentos só procuram recordar os leitores de que debaixo do homem corpulento existe o coração de um homem que poderia ter sido bom se não fosse os brutais acontecimentos em sua vida. Primeira aparição: The Amazing Spider-Man #50 (July 1967) Criado por: Sr. Stan Lee John Romita.

9. Dark Phoenix


Enquanto a maioria dos vilões depravados contemplam a destruição do mundo, a Força de Phoenix, através de Jean Grey, no seu estado mais selvagem, atua destruindo milhares de vidas indiscriminadamente. Dark Phoenix tem imensa capacidade de telepatia e telecinese. Apesar de ter exposição limitada quando comparado a muitos dos outros vilões, a Dark Phoenix ainda é uma das mais lendárias vilãs.

8. Loki


Loki é um personagem que os escritores devem simplesmente amar escrever, pois ele está envolvido em muitas histórias fantásticas. O seu ódio e inveja de Thor é tão profundo que Loki vai parar no nada, incluindo a corrupção e a destruição de si. Loki habita o corpo de Sif, a fim de negar ao Deus do Trovão a sua devoção. Loki nunca foi mais importante do que ele está agora. Como um membro de Norman Osborn da infame cabala. Existem muitos manipuladores mestres, mas este deus provou que como ele não há igual.

7. Ra's Al Ghul


Você esperaria que um imortal, terrorista internacional iria querer muitas coisas, mas aperfeiçoar a Terra não seria uma delas. Ele destrói as sociedades que julga está em um estado máximo de caos, curvado sobre a sua versão de criar uma utopia. Ra's considera que o Cavaleiro das Trevas como o seu único adversário digno. Ra's Al Ghul é realmente um personagem que nós amamos odiar.

6. Darkseid



O Universo DC é embalado com poderosas entidades que poderiam destruir mundos em um só tempo, mas não são tão temidos ou brilhantemente executados como o Darkseid, Senhor da Guerra do planeta Apokolips. As motivações de Darkseid são bastante simples - conquistar e controlar toda a vida e resolver a "Anti-Life Equation". Talvez a característica mais apelativa de Darkseid é sua falta de interesse em confronto físico. Tem imensa força, resistência e o seu olho tem o poder de desintegração, teletransporte ou tortura de adversários.

5. Galactus


Morte. Eternidade. As origens do universo. Estes são conceitos que definem o Galactus. Era conhecido anteriormente como Galan e viveu antes do nascimento do cosmos moderno, e é fundamentalmente importante pela criação e eliminação de vida. Galactus, na sua destruição dos planetas, traz equilíbrio para o universo. Essa força de Galactus o torna um dos vilões mais importantes jamais criados, mas é o seu vínculo com a Terra que faz dele um dos grandes vilões. Através da destruição do Império Skrull, ele tenta devorar a Terra, sendo esta é uma das maiores ameaças já conhecidas. Ele é obrigado a destruir mundos por causa de um simples fato: ele tem fome.

4. Lex Luthor


Superman é provavelmente o maior herói criado. Ele é a personificação de tudo o que é bom no nosso mundo, um farol de luz quando tudo está escuro. Ele é um herói que não pode vacilar diante do mal. Essa entidade de paz e de justiça precisa de uma resposta equivalente. Precisa de Lex Luthor. Luthor não é apenas uma simples criatura obsessiva das trevas. O que torna Lex um fantástico personagem fica evidente quando se olha para o mundo a partir de seu ponto de vista. Ele está necessariamente tentando dominar o mundo, na sua visão ele está salvando-o. Luthor é fisicamente em desvantagem em relação ao seu adversário. Em vez disso ele tem que evocar maneiras de ser mais esperto que seu adversário, baseando-se em recursos para a sua tentativa de reformular o mundo à sua satisfação.

3. Doctor Doom



Victor Von Doom é, acima de todas as probabilidades, uma estrela em seu próprio direito. Doom não possui poderes inerentes, nem habilidades - uma raridade para qualquer ser em seu estilo de gibis. Vítima de um agitado passado, Victor foi tomado da mãe dele no início da vida. Aparentemente desde esse tempo, Doom tem procurado demonstrar o seu espantoso intelecto. Doom transferiu sua obsessão irracional e animosidade para o Sr. Fantástico e sua família, um obstáculo à manutenção de sua verdadeira realização dos seus maiores desejos - a conquista de todos os seus inquéritos. A ambição do monarca são mantidos em xeque pelo Quarteto Fantástico e seus amigos, mas seu desejo por poder cresce a cada dia.

2. Joker


Nunca houve qualquer dúvida em nossas mentes que o enigmático, psicopata "Clown Prince of Crime" estaria entre as primeiras posições dos maiores vilões. O coringa é a definição de um ladrão, de um verdadeiro e sarcástico personagem do mal, uma vez que é muito possivelmente mais interessante do que o seu homólogo superherói, o Batman. Ele pode até mesmo superar um dos maiores heróis de todos os tempos.

1. Magneto


Como muitos personagens de sua época, Magneto não se destacou de imediato. Seus poderes não eram tão fortes, suas motivações e profundidade eram fracas. Mas o arquiinimigo de Charles Xavier tem demonstrado ao longo das décadas que ele é não só digno de seu status infame, mas é digno de ser considerado o maior vilão jamais criado. Como uma criança judia na Alemanha durante o reinado de Adolf Hitler, Max Eisenhardt descobriu que a humanidade era capaz dos piores crimes e ações. Para proteger o seu destino, ele propõe algo semelhante ao Holocausto, Eisenhardt persegue qualquer ser humano que ousa cruzar seu caminho. Magneto se tornou maior do que todos os seus inimigos. Quando sua presença domina uma história e sua ausência cria um vazio que não pode ser preenchido por qualquer outro é o sinal de que ele é um grande personagem . Através de seu papel na Marvel Comics, ao longo dos anos, bem como também no cinema e na animação, é difícil argumentar que não tenha sido sempre um vilão complexo, diversificado e irrevogavelmente mal.

Na íntegra: http://comics.ign.com/top-100-villains/index.html xD

Back to Home Back to Top